Arquivos Mensais: outubro \26\UTC 2014

Dilma é reeleita na disputa mais apertada da história; PT ganha 4º mandato

Roberto Stuckert Filho/PR

Com a vitória de Dilma Rousseff, o PT chega ao 4° mandato seguido no governo federal

Com a vitória de Dilma Rousseff, o PT chega ao 4° mandato seguido no governo federal

Após uma campanha de intensa polarização no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo (26) e impediu a virada do senador mineiro Aécio Neves, candidato do PSDB – nunca um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno foi eleito presidente do Brasil.

Com a vitória, o Partido dos Trabalhadores vai para o quarto mandato seguido e deverá completar 16 anos à frente do governo federal.

Primeira mulher a presidir o país, a petista liderou a votação no primeiro turno, mas passou a maior parte da campanha do segundo turno em situação de empate técnico com Aécio nas pesquisas de intenção de voto.

É a quarta derrota seguida que o PT impõe aos tucanos nas eleições presidenciais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma venceram José Serra – duas vezes — e Geraldo Alckmin nas eleições de 2002, 2006 e 2010.

Com Dilma, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) também foi reeleito. Os dois tomarão posse do novo mandato em 1º de janeiro de 2015.

Dilma Rousseff
  • Partido: PT
  • Nascimento: 14/12/1947, em Belo Horizonte (MG)
  • Ocupação: Presidente da República
  • Vice: Michel Temer (PMDB)
  • Coligação: Com a força do povo (PT / PMDB / PSD / PP / PR / PROS / PDT / PC do B / PRB)

Trajetória

Nascida em Belo Horizonte (MG) em 14 de dezembro de 1947, Dilma tem 66 anos, é divorciada, tem uma filha e um neto. Durante a ditadura militar (1964-1985), integrou organizações como a VAR-Palmares, que defendia a luta armada. Ficou presa entre 1970 e 1972 e foi torturada.

Depois de solta, mudou-se para Porto Alegre com o companheiro Carlos Araújo e formou-se em ciências econômicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou o mestrado em economia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mas não concluiu.

No período final da ditadura, ajudou a fundar o PDT no Rio Grande do Sul. Trabalhou na Fundação de Economia e Estatística, na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara Municipal da capital gaúcha.

Nos anos 80, foi secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre. Na década seguinte, atuou como secretária de Minas e Energia do governo gaúcho. Filiou-se ao PT em 2001 e integrou o governo Lula desde o início, em 2003. Foi ministra de Minas e Energia e, depois, ministra-chefe da Casa Civil.

Indicada por Lula, disputou sua primeira eleição em 2010 e já como candidata a presidente. Foi ao segundo turno contra José Serra (PSDB) e, com 55,7 milhões de votos, tornou-se a primeira mulher eleita presidente na história do país.

Tomou posse em 1º de janeiro de 2011 e teve altos índices de aprovação nos primeiros anos de gestão. Em março de 2013, a aprovação ao modo de governar da presidente atingiu o recorde de 79%, de acordo com pesquisa CNI/Ibope.

Entre as realizações de seu primeiro mandato, estão o programa Mais Médicos, o Pronatec (Programa Nacional Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), a expansão do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e investimentos em obras de infraestrutura e mobilidade. Em setembro, o governo comemorou a exclusão do país do Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas).

Protestos, denúncias e problemas na economia

A avaliação do governo piorou após os protestos de junho de 2013, mas os levantamentos continuaram a apontar o favoritismo de Dilma na disputa eleitoral.

A petista passou o ano de 2014 enfrentando denúncias relacionadas à Petrobras, envolvendo o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal. Ele é suspeito de operar um esquema de desvio de recursos da estatal, com o envolvimento de políticos e partidos.

A presidente também enfrentou críticas em relação à condução da política econômica. O PIB (Produto Interno Bruto) do país teve um crescimento médio de 2% por ano entre 2011 e 2013, o nível mais baixo desde o governo Collor. Nos dois primeiros trimestres de 2014, os resultados do indicador foram negativos, o que deixou o país em uma recessão técnica.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou acima do limite máximo da meta do governo, que é de 6,5%. Dilma atribuiu os problemas à crise econômica internacional e afirmou que a condução da política economia teve o mérito de preservar o nível de emprego no país.

Campanha tensa

Durante a campanha do primeiro turno, as pesquisas de intenção de voto chegaram a apontar uma ameaça ao favoritismo de Dilma para conseguir a reeleição. Isso aconteceu entre o fim de agosto e o começo de setembro, quando a ex-senadora Marina Silva foi oficializada como candidata a presidente pelo PSB, após a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Quando Marina cresceu nas pesquisas, a campanha petista procurou desgastar a imagem da candidata do PSB. A estratégia surtiu efeitos nos dois momentos, com o aumento da rejeição aos nomes da ex-senadora e do tucano.

Marina e outros candidatos derrotados no primeiro turno, como Pastor Everaldo (PSC)Eduardo Jorge (PV)Levy Fidelix (PRTB) e José Maria Eymael (PSDC), preferiram apoiar Aécio na reta final.

Dilma não obteve o apoio formal de partidos de fora de sua coligação, mas conseguiu atrair o ex-presidente do PSB Roberto Amaral. Apesar das dificuldades, a aprovação a seu governo voltou a crescer ao longo da campanha eleitoral.

No segundo turno, com o eleitorado dividido, os primeiros encontros entre Dilma e Aécio nos debates presidenciais foram marcados por muita tensão, com discussões agressivas sobre casos de corrupção. Enquanto o senador mineiro citava a denúncia de desvio de recursos da Petrobras, a presidente apontava casos envolvendo o PSDB, como o mensalão tucano; o fato de o governo mineiro ter construído um aeroporto dentro da fazenda de Múcio Tolentino, tio de Aécio; e acusações de nepotismo.

Ao fim do encontro promovido pelo UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, no último dia 16, a presidente admitiu que o debate havia sido “renhido” e chegou a passar mal quando concedia uma entrevista.

Desafios

Um primeiro desafio para Dilma é como lidar com um país dividido. Esta foi a eleição presidencial mais disputada desde 1989. O tom elevado das duas campanhas, especialmente na reta final, pode fazer com que o diálogo entre a presidente eleita e a oposição fique mais difícil. Para Josias de Souza, blogueiro do UOL, a disputa deixou “um rastro pegajoso de rancor e incompreensões; na oposição, PT ou PSDB tendem a elevar o tom“.

Alguns dos temas abordados com mais veemência nesta eleição não acabaram com a votação de hoje, como a corrupção na Petrobras. As investigações devem avançar em 2015 e podem abalar o PT e partidos da base aliada. No último dia 18, Dilma admitiu que houve desvios de recursos na estatal e prometeu buscar o ressarcimento dos cofres públicos.

Dilma precisará de um novo ministro da Fazenda, que terá o desafio de reaquecer a economia e combater a inflação, sem elevar a taxa de desemprego. Durante a disputa eleitoral, a presidente afirmou que o ministro Guido Mantega não continuará no cargo. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, deve permanecer como figura influente no governo.

Entre as propostas que Dilma apresentou durante a campanha, está a criação de uma Academia Nacional de Segurança Pública para a formação de policiais. O programa de governo prevê o fortalecimento do controle de fronteiras e de ações de combate a organizações criminosas e à lavagem de dinheiro.

Para levar adiante as medidas propostas, é importante ter maioria no Congresso. A aprovação de projetos de lei depende de maioria simples, ou seja, precisa contar com o apoio de 257 deputados e de 41 senadores. Para promover mudanças na Constituição, são necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado.

A coligação de Dilma — formada por PT, PMDB, PSD, PP, PR, PRB, PDT, PROS e PC do B — elegeu 304 deputados federais e 51 senadores. Ou seja, em tese, ela tem maioria no Congresso, mas precisa evitar deserções de parlamentares da base e conseguir mais alguns votos na Câmara caso pretenda fazer alterações na Constituição.

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Campanha presidencial 2014200 fotos

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26.out.2014 – Simpatizantes e militantes do PT aguardam a chegada da presidente Dilma Rousseff, que fará um pronunciamento após a divulgação do resultado das eleições 2014, no hotel Royal Tulip, em Brasília, neste domingo (26) Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Pesquisa Boca de Urna entre Aécio e Dilma no 2° Turno, vamos aguardar

O ponto alto do debate da Globo foi a participação dos eleitores indecisos. Sem ambições políticas ou artísticas, os indecisos esfregaram na cara dos candidatos perguntas feitas de lugares-comuns, iguais aos lugares onde eles vivem. Injetaram na ficção dos estúdios iluminados a realidade opaca de seus universos sem luz. Suas luzes apagadas expuseram a cegueira do marketing das campanhas.

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Debates entre Dilma e Aécio no segundo turno119 fotos

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24.out.2014 – A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, se cumprimentam ao chegarem ao estúdio da TV Globo, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (24), antes do último debate do segundo turno das eleições presidenciais, que acontecem neste domingo (26). No debate, Dilma Rousseff (PT) procurou fazer críticas à gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para desgastar Aécio Neves (PSDB), que escolheu a corrupção para tentar atingir a adversária Leia mais Ricardo Moraes/Reuters

Selecionados pelo Ibope, os indecisos revelaram que o inferno que habitam fica muito distante do paraíso do horário eleitoral. Nele, tem gente madura “sem empregabilidade”, tem jovem que morre por causa de “uma dívida de dogras de apenas R$ 50”, tem aluno que “deixou a escola para ser chefe do tráfico”, tem bandido que mandou uma família “sair de casa sem poder levar nada”, tem “esgoto a céu aberto”, tem bairro em que “as pessoas perdem o pouco que puderam conquistar” quando chove forte e tem “aluguel que triplicou”.

Os eleitores indecisos “escreveram perguntas sobre 14 temas de interesse geral”, informou William Bonnner na abertura do debate. “Foram selecionadas as 12 questões mais representativas. E aqui, ao vivo, eu vou sortear oito delas.” Bonner explicou que o próprio autor leria a respectiva indagação. Sem improvisos ou acréscimos, sob pena de ter o microfone cortado e ser substituído por outro indeciso que não quebrasse a confiança da Globo.

Os indecisos são seres implacáveis. Inquiridos por eles, Dilma e Aécio ofereceram missangas retóricas, sorrisos e um certo ar de respeito humanista. E os indecisos, proibidos de replicar, olharam para os candidatos com suas feridas expostas e semblantes crispados. Indecisos não têm tempo para cultivar desejos abstratos. Seus objetivos são concretos.

“Meu nome é Elizabeth da Silva Gomes Andrade. Tenho 48 anos e sou dona de casa. A maioria dos bairros próximos de onde eu moro têm esgoto a céu aberto, quando chove, as pessoas perdem um pouco do que puderam conquistar. O que impede, de verdade, os governos resolverem esse problema?”

Com seu rebolado de general de cavalaria, Dilma aproximou-se da eleitora sem candidato. “Elizabeth, uma boa pergunta”, ela disse. Para a Dilma, todas as interrogações de indecisos são boas perguntas. “Eu tenho um compromisso com o futuro, Elizabeth. É acelerar essa questão do tratamento e da coleta de esgoto. Nós estamos colocando, hoje, R$ 76 bilhões em parceria com Estados e municípios.”

Na sucessão de 2010, a Globo já havia incluído os indecisos na coreografia do último debate. Nessa ocasião, coube a Melissa Bonavita, uma operadora de telemarketing do Rio, inquirir Dilma sobre saneamento: “Moro num bairro onde, nas proximidades, tem um valão imenso. Algumas vezes, em épocas de chuva, o valão transborda, provocando doença nas pessoas. O que será feito para melhorar o saneamento no país?”

Eis o que respondera a Dilma de quatro anos atrás: “Melissa, essa é uma das mais importantes questões. Queria te dizer que eu tenho um compromisso, que é resolver de uma vez por todas uma das questões mais graves do Brasil, que é a questão das enchentes, principalmente nas regiões metropolitanas. […] Vou triplicar os valores investidos em saneamento —tratamento de esgoto e tratamento de água. […] Vou investir em saneamento porque o Brasil tem de zerar o déficit em saneamento.”

Ou seja, no futuro da presidente sempre cabem todos e cabe tudo, pois o futuro não pode ser apalpado. O tucano José Serra, adversário dela na corrida presidencial de 2010, estava nos estúdios da Globo na noite passada. Deve ter gargalhado em silêncio. Ele criticara Dilma por não eliminar os impostos cobrados das companhias estaduais de saneamento. “O governo federal duplicou os impostos sobre saneamento”, afirmara Serra em 2010. “Isso tira R$ 2 bilhões das companhias estaduais por ano. E diminui os investimentos no setor.”

Aécio Neves, defensor da mesma providência, ecoou Serra na resposta à indecisa. “Elizabeth, eu não vou terceirizar responsabilidades. Presidente, vou cumprir o meu papel. O primeiro deles é desonerar as empresas de saneamento do PIS. A candidata prometeu. E não cumpriu.” Não é difícil perceber por que Elizabeth é uma eleitora indecisa.

Os indecisos não cultivam projetos abstratos. Só concretos. Por exemplo: o projeto de Vera Lúcia Azevedo Simões, 45, professora em Salvador, é obter segurança. “A droga tem dizimado parte dos jovens”, ela disse a Dilma e Aécio. “Muitos morrem antes de completar maioridade. Conheci um jovem do meu bairro que foi morto devido a uma dívida de drogas de apenas R$ 50. Tive um aluno que deixou a escola para ser chefe do tráfico. A caneta como arma, o caderno por lápide. Qual a proposta para melhorar essa realidade?”

Aécio respondeu que fechará as fronteiras do país, para impedir a entrada de drogas e armas. E reiterou a promessa de conceder um estímulo monetário aos jovens que se dispuserem a concluir os estudos. “Eu quero criar o Poupança Jovem, um recurso que é depositado na conta dos alunos do ensino médio que só pode ser sacado ao final do curso para que tenha um estímulo a mais para concluir sua formação.” Quanto? O candidato não especificou. Mas, para concorrer com o recrutamento do tráfico, há de ser um bom dinheiro.

Quanto a Dilma, ela disse que, dentro de quatro anos, a indecisa Vera Lúcia será outra pessoa: “Eu vi numa reportagem da Globo News. Dizia que todas as pessoas que participaram do debate de 2010 disseram que melhoraram de vida. Eu quero que também com vocês aqui, com os eleitores indecisos ocorra a mesma coisa. Que vocês, no fim de 2018 cheguem aqui, digam que melhoraram de vida se eu for eleita, ficarei muito feliz.” Há 12 anos no poder, quatro dos quais como presidente, Dilma oferece aos indecisos, de novo, um futuro radiante. Mal sabe ela que os indecisoas detestam futuros. Pragmáticos, querem ser convencidos no presente.

Os indecisos se comportam mal, desvirtuam a programação da marquetagem. Num debate em que Dilma jactou-se de presidir um país sob pleno emprego, a cearense Elizabeth Maria Costa Timbó apresentou-se como um ponto for a da curva: “Tenho 55 anos e sou economista. Sou uma pessoa qualificada profissionalmente, mas pelo fato de estar com 55 anos, atualmente me encontro fora do mercado de trabalho formal. Qual a sua proposta para que pessoas maduras tenham sua experiência de trabalho valorizada e possam manter sua empregabilidade?”

Aécio tropeçou no óbvio ao dar uma resposta a Elizabeth: “O país tem que voltar a crescer, nós não temos alternativa, a nossa taxa de investimentos hoje é de 16,5% do PIB, a menor da última década. E eu tenho absoluta convicção: com clareza das propostas, com respeito às regras, respeito às agências reguladoras, com uma política fiscal transparente vamos gerar novos empregos para gente qualificada como você, Elizabeth.” Quer dizer: mandou a indecisa entrar na fila.

“Muito boa a sua pergunta”, interveio Dilma. “Eu não acho que o Brasil não está gerando emprego. O que eu acho, Elizabeth, é que seria interessante que você olhasse entre os vários cursos que têm sido oferecidos, inclusive pelo Senai, que são cursos para pessoas que têm a possibilidade de conseguir um salário e um emprego melhor, se você não acha colocação.” Ou seja: para Dilma, o problema não está no mercado, mas em Elizabeth, que ainda não descobriu as maravilhas de uma reciclagem no Senai.

Pressionando aqui, você chega à integra da transcrição do debate. A conversa com os indecisos vale o desperdício de um pedaço do final de semana. Eles falaram no segundo e no quarto blocos. Na prática, os indecisos transformaram o último debate da temporada eleitoral numa espécie de centro terapêutico para tratar candidatos à Presidência de suas loucuras. Neste domingo, um deles terá alta.

Aécio tem 51%, e Dilma, 49% dos votos válidos, aponta Datafolha

Levantamento com 9.081 eleitores foi feito nos dias 14 e 15 de outubro.
Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1, em São Paulo

Datafolha - 15.10 (Foto: Arte/G1)

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (15) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
Aécio Neves (PSDB): 51%
Dilma Rousseff (PT): 49%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

De acordo com o Datafolha, “o segundo turno da disputa pela Presidência da República continua empatado após a retomada das propagandas no rádio e na TV”.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

– Aécio Neves (PSDB): 45%
– Dilma Rousseff (PT): 43%
– Em branco/nulo/nenhum: 6%
– Não sabe: 6%

Na margem de erro, os candidatos estão empatados tecnicamente.

No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 9, Aécio tinha 46% e Dilma, 44%.

O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios nos dias 14 e 15 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01098/2014.

 

2º TURNO
Notícias sobre as eleições 2014.

Certeza do voto
O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum. Veja os números:

Aécio
42% – votariam com certeza
18% – talvez votassem
38% – não votariam de jeito nenhum
2% – não sabem

Dilma
42% – votariam com certeza
15% – talvez votassem
42% – não votariam de jeito nenhum
1% – não sabe

1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).

Entenda o Ebola. Veja como a Doença é Transmitida

Imprensa americana identifica enfermeira diagnosticada com ebola

Ela pegou a doença ao tratar liberiano que acabou morrendo em Dallas.
Nina Pham tem 26 anos, segundo o jornal ‘USA Today’.

Do G1, em São Paulo

Jornalista de emissora local divulgou foto da jovem fornecida pela sua família (Foto: Reprodução/Twitter/@carolynmungo)Jornalista de emissora local divulgou foto da jovem
fornecida pela sua família
(Foto: Reprodução/Twitter/@carolynmungo)
Infográfico sobre ebola, V6 (Foto: Infográfico/G1)

Sites de veículos de imprensa americanos divulgaram nesta segunda feira (13) o nome da enfermeira que teve contaminação com o ebola confirmada no domingo. Ela se chama Nina Pham e tem 26 anos, segundo o jornal “USA Today” e a afiliada da rede ABC em Dallas, no Texas.

A paciente é o primeiro caso de ebola transmitido no país. Ela é uma profissional de saúde do Hospital Texas Health Presbyterian, em Dallas,e teve contato com o paciente liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu de ebola na quarta-feira passada na instituição.

O diretor dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC), Thomas Frieden, disse nesta segunda que Nina está “clinicamente estável”. Ele afirmou que a agência vai ampliar o treinamento dos profissionais do sistema de saúde dos EUA.

Segundo Frieden, “apenas uma única pessoa” teve contato com a enfermeira de Dallas com ebola enquanto ela poderia transmitir a doença.

O diretor do CDC disse também que ainda não sabe como a enfermeira contraiu a doença em uma unidade hospitalar de isolamento.

Duncan foi o primeiro paciente a ser diagnosticado com ebola nos Estados Unidos, mas ele contraiu a infecção em seu país natal, a Libéria. O caso desta profissional de saúde foi o primeiro em que a transmissão da doença ocorreu em território americano.

Quebra de protocolo
Segundo informações divulgadas neste domingo, uma quebra nos protocolos de segurança, possivelmente durante a remoção de equipamentos de proteção após o tratamento do paciente com ebola, pode ter causado a contração do vírus mortal pela profissional de saúde.

Thomas Frieden, diretor dos CDC, disse que, em algum momento durante o atendimento do paciente original, houve uma brecha no protocolo que resultou na infecção da profissional de saúde. Todos os profissionais de saúde de Dallas que ajudaram a cuidar do paciente Thomas Eric Duncan foram potencialmente expostos ao vírus, disse Frieden.

“Outra (área) que nós estaremos olhando de perto na investigação são as intervenções que foram feitas para tentar desesperadamente manter (Duncan) vivo”, disse ele ao programa de televisão do canal CBS “Face the Nation”.

“Isto incluiu diálise e intubação. Estes são dois procedimentos que podem resultar na propagação de material infeccioso”, disse Frieden.

Obama pediu medidas
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo que quer que as autoridades federais tomem medidas adicionais para garantir que o sistema médico do país está preparado para seguir protocolos corretos para lidar com o ebola, após a notícia de uma aparente violação de procedimentos em Dallas, disse a Casa Branca em uma declaração.

Obama disse que as autoridades federais devem “tomar medidas adicionais imediatas para garantir que hospitais e profissionais de saúde em todo o país estão preparados para seguir os protocolos caso se defrontem com um paciente com ebola”.

Um comunicado emitido pela presidência francesa nesta segunda diz que François Hollande conversou por telefone com Obama e que os dois líderes “clamaram por uma maior mobilização da comunidade internacional e da União Europeia, em estreita coordenação com a ONU, a OMS (Organização Mundial de Saúde) e os países em causa”.

Hollande confirmou que “a França está estudando estabelecer controles para os voos provenientes da região afetada pelo vírus”, na África ocidental.

Mais de 4 mil pessoas morreram de ebola em sete países desde o início da propagação desta febre hemorrágica no início do ano, segundo a OMS, cujo foco encontra-se em Guiné, Libéria e Serra Leoa.

No Brasil
O Ministério da Saúde informou neste sábado (11) que o exame do paciente suspeito de infecção pelo vírus ebola teve resultado negativo. A confirmação, no entanto, só deve ocorrer após um segundo exame comprovar que o paciente realmente não tem o vírus, informou o Ministério. O estado de saúde de Souleymane Bah, de 47 anos, é bom e ele não apresenta febre. Ainda de acordo com o ministério, ele está em “isolamento total” no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ).

O protocolo de prevenção da doença não será desmobilizado, no entanto, até a segundo exame do paciente Souleymane Bah, informou o ministério. O estado clínico do cidadão da Guiné, que entrou no Brasil para pedir status de refugiado, é considerado estável e não houve manifestação de sintomas.

Transmissão
O ebola é uma doença infecciosa grave provocada por um vírus. Os sintomas iniciais são febre de início repentino, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Depois vêm vômitos, diarreia e sangramentos internos e externos. Ela é transmitida pelo contato direto com os fluidos corporais da pessoa infectada: sangue, suor, saliva, lágrimas, urina, fezes, vômito, muco e sêmen. Não há risco de contaminação pelo ar.

Quem tiver voltado de um dos países da África afetados pela epidemia – Libéria, Guiné ou Serra Leoa – e apresentar febre ou algum dos outros sintomas, deve procurar uma unidade de saúde e informar a equipe sobre a viagem. Dúvidas sobre a doença podem ser tiradas com o Disque Saúde, do Ministério da Saúde, no número 136.

Núcleo de Estética de Barueri tem vagas abertas

Design de sobrancelha é um dos tópicos do curso.

Design de sobrancelha é um dos tópicos do curso.

O Fundo Social de Solidariedade de Barueri, através do Núcleo de Estética e Beleza, abre inscrições para o curso de design de sobrancelhas.

O curso tem carga horária de 30 horas e aula uma vez por semana. Para inscrever-se basta ser maior de 18 anos e comparecer à sede da Secretaria de Promoção Social portando documento de identidade (RG) e comprovante de residência, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas. Tudo é gratuito.

As vagas são limitadas, e as aulas, que começam no dia 31 de outubro, serão ministradas na Secretaria de Promoção Social, no 1º andar, onde fica o Fundo Social de Solidariedade de Barueri.

Outros detalhes podem ser obtidos pelo telefone: 4199-2800,  ramais 230 ou 246.

O endereço é avenida 26 de Março, 1.159, no Jardim São Pedro.

Hospital Municipal de Barueri pede doação de leite materno para bebês prematuros

Foto: Prefeitura Municipal de Barueri - SP. Secretaria de Comunicação Social.

Foto: Prefeitura Municipal de Barueri – SP. Secretaria de Comunicação Social.

O Hospital Municipal de Barueri (HMB) está intensificando a campanha para a captação de leite materno. Hoje, há cerca de 30 bebês que precisam deste alimento apenas no HMB. “Temos aqui bebês prematuros extremos, com menos de um quilo. Este leite é essencial para a sobrevivência destas crianças”, diz o médico Marco Antônio Cianciarullo, coordenador da UTI neonatal do HMB.

A captação é simples. Basta que a mulher vá até o Banco de Leite do HMB, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Lá, ela passará por exames (gratuitos), receberá orientações e terá o leite coletado. O processo é rápido. O leite será pasteurizado e armazenado. Só depois será dado aos bebês que estão no HMB. “Caso haja excedente, distribuiremos para a rede municipal”, informou a médica Lia Lopes, uma das responsáveis pela UTI neonatal do HMB.

O ideal, segundo Lia, é que sejam doados 13 litros por dia. “Estamos longe dessa meta. O HMB é o único da região que faz essa captação, e as crianças que nascem aqui precisam muito deste leite. Todos os partos que realizamos são de alto risco, e o leite é fundamental para fortalecer os bebês que, muitas vezes, nascem bastante enfraquecidos”, explicou.

A captação do leite é feita no 6° andar do HMB (rua Ângela Mirella, 354, Vila Porto, Barueri), de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Para mais informações, basta entrar em contato por meio do telefone 2575-3269.

Por que é importante doar leite materno?

Estudos demonstram que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos apenas nos países em desenvolvimento. Os bebês até os seis meses não precisam de chás, sucos, outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.

Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir em 22% a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida. No Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 5 anos, 64% ocorrem no primeiro mês de vida. Apesar disso, o país reduziu em 77% a taxa de mortalidade na infância (menores de cinco anos), de acordo com o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No período de 1990 a 2012, o número de óbitos passou de 62 a cada mil nascidos vivos  para 14 mortes, nesta faixa etária. Com isso, o Brasil alcançou o índice de redução definido pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM 4), em relação à mortalidade na infância, três anos antes do prazo estabelecido.

Caminhada Rosa em Barueri será encerrada com show de Cleiton & Camargo

Foto de Júnior Holanda Outubro Rosa 2013.

Foto de Júnior Holanda Outubro Rosa 2013.

A Caminhada Rosa é uma das grandes ações do Outubro Rosa de Barueri. A festa pela vida acontece no sábado, dia 11, às 18 horas. A largada e a chegada serão no ginásio poliesportivo José Corrêa.

A exemplo do ano passado, participar da caminhada não exige inscrição, mas quem quiser, pode colaborar com o Núcleo da Mama participando deste evento com uma camiseta cor-de-rosa. Saiba como entrando em contato com o Núcleo de Combate ao Câncer de Mama (4199-2800).

O retorno da caminhada, onde são esperadas três mil pessoas, será no início da noite. Todos que caminham pela detecção precoce do câncer de mama chegarão ao ginásio José Corrêa com uma vela acesa simbolizando a chama da força e esperança, a luz que simboliza o desejo da cura do câncer de mama.

Para encerrar, um show da dupla Cleiton & Camargo, que fará sua apresentação sem cobrar cachê.

Outubro Rosa

O objetivo de Barueri é organizar um Outubro Rosa sem precedentes na cidade, chamando a atenção de mulheres e de homens para o câncer de mama. Vale destacar que a doença, se previamente diagnosticada, tem chance de cura de 100 por cento.

A frente do movimento está o Núcleo de Combate ao Câncer de Mama,  órgão vinculado à Secretaria de Promoção Social e ao Fundo Social de Solidariedade de Barueri, que mantém desde fevereiro de 2013,  o programa “Mama, Juntos Cuidamos”.

 

Se você quiser colaborar com o Outubro Rosa de Barueri, procure o Núcleo de Combate ao Câncer de Mama. O Núcleo fica na Secretaria de Promoção Social – avenida 26 de Março, 1.159, Jardim São Pedro.

Participe também do Outubro Rosa de Barueri através das redes sociais: #barueriérosa

Região Oeste da Grande São Paulo elege 5 deputados estaduais e 2 federais

castelo branco barueri

No geral, a campeã de votos mais uma vez foi Bruna Furlan, que embora tenha sido reeleita com 178.606, não conseguiu repetir os 270.661 da eleição anterior, quando foi uma das mais votadas do país.

Maximiliano Soriani (maximiliano@webdiario.com.br)

As eleições 2014 proporcionaram poucas mudanças nos quadro de deputados estaduais e federais na Região Oeste da Grande São Paulo. O número de parlamentares se manteve o mesmo se compararmos a atual e com a próxima legislatura. A região passa de seis deputados estaduais para cinco. Contudo, para federal, a região que só conta com um, passará a ter dois a partir de 2015.

As três novidades da região para 2015 serão Valmir Prascidelli (PT), que conquistou uma vaga na Câmara Federal, além de Gil Lancaster (DEM) e Igor Soares (PTN) na Assembleia Legislativa.

Prascidelli agradou 84.419 eleitores, já o trabalho de Lancaster garantiu 107.841 votos e Soares levou a melhor com 46.785, ficando com uma das duas vagas de seu partido.

No geral, a campeã de votos mais uma vez foi Bruna Furlan, que embora tenha sido reeleita com 178.606, não conseguiu repetir os 270.661 da eleição anterior, quando foi uma das mais votadas do país.

Em seguida, outro barueriense. O recém-eleito deputado estadual Gil Lancaster alcançou a segunda maior votação de um candidato da região, consolidando o esforço do prefeito de Barueri Gil Arantes, que apadrinhou Lancaster na eleição.

Entre os reeleitos, Marcos Neves (PV) adquiriu ampla margem de votos, com 105.849 no total. Crescimento importante se comparado com os 54.759 votos de 2010. Com tal crescimento, Neves se fortalece para a eleição municipal de 2016, caso venha a concorrer.

Para Celso Giglio, a apuração foi apertada. Disputando voto a voto com o colega tucano João Caramez, entrou na última colocação de sua coligação com 76.471. Em 2010, Giglio teve dias melhores com votação total de 91.289 na ocasião.

O petista Marcos Martins estava em 19º colocado em 2010 com 80.131 votos. Embora tenha um ligeiro aumento com seus 83.879 votos de ontem, ficou na quinta colocação, o que revela redução dos votos do Partido dos Trabalhadores.

Da atual legislatura, ficaram de fora Isac Reis (PT), João Caramez (PSDB) e Osvaldo Vergínio (PSD). No caso do petista, ele concorreu sob júdice e adquiriu 46.992 votos. Caramez por pouco não entrou em uma das 37 vagas de sua coligação, ficando como 38º colocado com 75.864 votos. Já no caso de Vergínio, os 46.116 votos obtidos não foram suficientes. Vale ressaltar que em 2010, ele conquistou 64.242 e ficou como suplente, mas entrou na Assembelia Legislativa pau-lista no início de 2013.

Deputados Federais eleitos

Deputado Partido Votos

Bruna Furlan (PSDB) 178.606

Valmir Prascidelli (PT) 84.419

Deputados estaduais eleitos

Deputado Partido Votos

Celso Giglio (PSDB) 76.471

Gil Lancaster (DEM) 107.841

Igor Soares (PTN) 46.785

Marcos Martins (PT) 83.879

Marcos Neves (PV) 105.849

No geral, a campeã de votos mais uma vez foi Bruna Furlan, que embora tenha sido reeleita com 178.606, não conseguiu repetir os 270.661 da eleição anterior, quando foi uma das mais votadas do país.

Maximiliano Soriani (maximiliano@webdiario.com.br)


Eleições 2014: Só 35 deputados se elegeram com a própria votação

Os demais 478 eleitos no domingo contaram com os votos somados do partido ou coligação para atingir a votação necessária para a eleição de um parlamentar. Só Russomanno elegeu mais quatro deputados. Veja quem se elegeu sozinho.

Tiririca teve votos suficientes para puxar mais dois candidatos de seu partido para a Câmara

Dos 513 deputados federais que vão compor a Câmara a partir do próximo ano, apenas 35 (6,8%) receberam votos suficientes para se elegerem sozinhos. Os demais alcançaram o mandato com a soma dos votos dados à legenda ou de outros candidatos de seus partidos ou coligações.

Dono agora da segunda maior votação da história da Câmara, com 1,5 milhão de votos, Celso Russomanno (PRB-SP) conseguiu não só voltar à Cassa como elegeu outros quatro deputados de seu partido: o cantor sertanejo Sérgio Reis (PRB-SP), que recebeu 45.330 votos, Beto Mansur (PRB-SP), com 31.305, Marcelo Squasoni (PRB-SP), com 30.315, e Fausto Pinato (PRB), com 22.097 votos.

O deputado reeleito Tiririca (PR), que foi o segundo mais votado este ano, puxou mais dois candidatos de seu partido para a Câmara: Capitão Augusto (PR), com 46.905 votos, e Miguel Lombardi (PR), com 32.080. O humorista recebeu mais de 1 milhão de votos.

Ao todo, 478 deputados não alcançaram sozinhos o chamado quociente eleitoral, que é a quantidade necessária de votos para a eleição de um parlamentar. O quociente é definido pela divisão do número de votos válidos pelo número de vagas que cabe a cada estado. No caso de São Paulo, o mínimo para a eleição de um deputado este ano foi de 299,9 mil votos (número obtido pela divisão dos 20,99 milhões de votos válidos pelas 70 cadeiras da bancada). No caso de Tiririca e Russomanno, por exemplo, as sobras foram rateadas entre os companheiros de partido.

Estados e partidos

De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), os estados em que mais candidatos conseguiram alcançar o quociente eleitoral foram São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – cinco cada. Quatro pernambucanos também obtiveram sucesso apenas com os próprios votos. Na Paraíba, foram três. No Ceará, em Goiás e em Santa Catarina, dois. Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Sergipe e Roraima tiveram apenas um deputado entre os que atingiram a marca. No Distrito Federal e nos demais estados, ninguém foi eleito sozinho.

Ainda segundo o Diap, os partidos que mais tiveram parlamentares eleitos com os próprios votos foram: PSDB (6), PT, PMDB e PP (4 cada), DEM (3), PR, PSB e PSD (2), PRB, PSC, Psol, PTB, PTN e SD (1 cada). Em 2010, 36 deputados se elegeram sem a necessidade de contar com os votos da legenda ou coligação; em 2006, foram 32; e em 2002, 33.

Veja quem se elegeu ou reelegeu com os próprios votos:

Deputado eleito Partido UF Votação Situação Profissão
Arthur Bisneto PSDB AM 250.896 Novo Político, atual deputado estadual, já foi vereador
Lucio Vieira Lima PMDB BA 222.164 Reeleito Cacauicultor, engenheiro agrônomo e pecuarista
Genecias Noronha SD CE 221.567 Reeleito Empresário
Moroni Torgan DEM CE 277.774 Novo Servidor público civil aposentado
Daniel Vilela PMDB GO 179.214 Novo Graduado em Direito
Waldir Soares PSDB GO 274.625 Novo Policial civil
Gabriel Guimarães PT MG 200.014 Reeleito Empresário e advogado
Odair Cunha PT MG 201.782 Reeleito Advogado
Misael Varella DEM MG 258.393 Novo Empresário
Rodrigo de Castro PSDB MG 292.848 Reeleito Advogado, administrador de empresas e empresário
Reginaldo Lopes PT MG 310.226 Reeleito Economista
Zeca do PT PT MS 160.556 Novo Bancário
Delegado Eder Mauro PSD PA 265.983 Novo Delegado da Polícia Civil
Pedro Cunha Lima PSDB PB 179.886 Novo Advogado
Veneziano PMDB PB 177.680 Novo Advogado
Aguinaldo Ribeiro PP PB 161.999 Reeleito Empresário
Eduardo da Fonte PP PE 283.567 Reeleito Empresário
Pastor Eurico PSB PE 233.762 Reeleito Comerciário e comunicador de rádio
Jarbas Vasconcelos PMDB PE 227.470 Novo Bacharel em Direito
Felipe Carreras PSB PE 187.348 Novo Empresário de shows e entretenimento
Christiane Yared PTN PR 200.144 Nova Empresária e pastora
Jair Bolsonaro PP RJ 464.572 Reeleito Militar da reserva
Clarissa Garotinho PR RJ 335.061 Nova Jornalista
Eduardo Cunha PMDB RJ 232.708 Reeleito Empresário e economista
Chico Alencar PSol RJ 195.964 Reeleito Professor de ensino superior e escritor
Leonardo Picciani PMDB RJ 180.741 Reeleito Empresário, agropecuarista e bacharel de Direito
Shéridan PSDB RR 35.555 Nova Psicóloga
Esperidião Amim PP SC 229.668 Reeleito Empresário, administrador, advogado, professor universitário
João Rodrigues PSD SC 221.409 Reeleito Empresário, radialista
Adelson Barreto PTB SE 131.236 Novo Jornalista e redator
Celso Russomano PRB SP 1.524.361 Novo Bacharel em Direito e  jornalista
Tiririca PR SP 1.016.796 Reeleito Humorista
Pastor Marco Feliciano PSC SP 398.087 Reeleito Conferencista, empresário, pastor evangélico
Bruno Covas PSDB SP 352.708 Novo Advogado e economista
Rodrigo Garcia DEM SP 336.151 Reeleito Advogado, empresário e corretor de imóveis

Veja o quociente eleitoral por estado:

UF Votos válidos Vagas Quociente eleitoral
AC 399.201 8 49.900
AL 1.384.584 9 153.843
AM 1.658.136 8 207.267
AP 386.084 8 48.261
BA 6.641.666 39 170.299
CE 4.367.020 22 198.501
DF 1.454.063 8 181.758
ES 1.794.470 10 179.447
GO 3.032.760 17 178.398
MA 3.074.321 18 170.796
MG 10.118.666 53 190.918
MS 1.276.893 8 159.612
MT 1.454.612 8 181.827
PA 3.755.239 17 220.896
PB 1.936.819 12 161.402
PE 4.129.147 25 165.166
PI 1.587.323 10 158.732
PR 5.665.222 30 188.841
RJ 7.615.669 46 165.558
RN 1.580.871 8 197.609
RO 798.475 8 99.809
RR 237.900 8 29.738
RS 5.896.504 31 190.210
SC 3.376.535 16 211.033
SE 981.303 8 122.663
SP 20.996.612 70 299.952
TO 733.225 8 91.653

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Apuração SP

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31.979.717 eleitores urnas apuradas

100,00%

80,48% votantes 19,52% ausentes

Presidente SP

+

  • brancos 1.252.960 4,87%
  • nulos 1.525.311 5,93%
  • válidos 22.958.510 89,21%

Governador

+

  • brancos 2.020.613 7,85%
  • nulos 2.374.946 9,23%
  • válidos 21.341.222 82,92%

Senador

+

  • brancos 2.895.289 11,25%
  • nulos 3.853.411 14,97%
  • válidos 18.988.081 73,78%

Deputados Federais

  • todos
  • seguindo
    4
  • partido
  • coligação
E Eleito RE Reeleito
Clique na estrela para seguir a apuração do candidato.

  • brancos 2.426.244 9,43%
  • nulos 2.314.525 8,99%
  • válidos
    (Nominais + legenda)

    20.996.012 81,58%

Deputados Estaduais

  • todos
  • seguindo
    4
  • partido
  • coligação
E Eleito
Clique na estrela para seguir a apuração do candidato.

  • brancos 2.619.489 10,18%
  • nulos 2.612.027 10,15%
  • válidos
    (Nominais + legenda)

    20.505.265 79,67%