Gil Arantes e Sindicato dos Professores travam braço-de-ferro

Centro da Cidade de Barueri/SP - Foto com direitos autorais de Júnior Holanda clicada em 12.02.2013 às 07:00Hrs.

Centro da Cidade de Barueri/SP – Foto com direitos autorais de Júnior Holanda clicada em 12.02.2013 às 07:00Hrs.

Professores não concordam com o reajuste de 10,25% anunciado pelo governo e pedem 12%

Maximiliano Soriani
(maximiliano@webdiario.com.br)

Anunciado na manhã de quarta-feira, 25, o reajuste salarial dos servidores públicos de Barueri em 10,25% parece não ter agradado a todas as categorias. Como adiantou no dia, o prefeito Gil Arantes frisou as negociações com o Siproem (Sindicato dos Professores de Barueri), que tem organizado protestos constantes na cidade.

Conforme avaliou Gil, o sindicato pediu reajuste de 12%, mas o índice estava além do possibilitado pela prefeitura. Em 13 de setembro, representantes da categoria e o prefeito se reuniram para negociações, mas os professores avisaram que não aceitariam valores abaixo da porcentagem proposta.

“O que me parece é que esse sindicato não quer diálogo. Eles querem pressionar por meio de manifestações, e não é assim que as coisas funcionam. Acho que conversando é que se chega a números que a prefeitura possa atender e também às reivindicações do funcionalismo, e foi o que aconteceu com o Sindicato dos Servidores”, disse Gil Arantes a respeito do Siproem.

Em 17 de setembro, uma comissão do Sindicato dos Professores fez um protesto na Câmara Municipal de Barueri. Na ocasião, o presidente Ademir Segura confirmou ao Diário da Região quais seriam as movimentações do grupo caso índice de 12% não fosse atendido. “Se não houver, por parte do prefeito, um índice (de reajuste), o movimento continua. Vamos continuar na rua, continuar protestando, até que o prefeito nos dê um índice de reajuste não inferior a 12%”, avisou. Porém, ele descarta hipótese de greve.

Na quarta-feira, dia do anúncio do reajuste, o Siproem promoveu um protesto na Rodovia Castelo Branco. Ademir Segura explica que a motivação foi pelo fato de o prefeito Gil Arantes ter informado o aumento primeiro à imprensa sem consultar o sindicato. “Para nós, essa posição não é oficial, foi um ‘susto’ e nos causou indignação. E nossa luta tem que continuar”, disse.

Gil Arantes tenta equilibrar a situação. Segundo ele, qualquer manifestação é um direito democrático e deve ser respeitado. Todavia, não pode se comprometer com um aumento que não pode oferecer.

“Não adianta prometer aumento que não poderei cumprir, como já aconteceu no passado”, referindo-se à gestão anterior. “Prometeram 17% e deram 6%, e não faço política desse jeito. Só estou anunciando hoje depois de muita discussão com a Secretaria de Finanças, com os secretários que apresentaram os orçamentos e com o Sindicato dos Servidores, e houve um entendimento”, complementou o prefeito barueriense.

Na sessão de terça-feira, 24, a Câmara votou o abono, mas na ocasião, o vereador Júnior Munhoz (PRP), aliado à base governista, também questionou a postura do Sindicato dos Professores. “Sou a favor de contemplar eles, de conseguir benefício aos professores, mas há manifestação de sindicatos que representam os interesses políticos da cidade”, acusou.

Dos 12 mil servidores que serão beneficiados com o aumento salarial, cerca de quatro mil são ligados à área da Educação. Metade do aumento oferecido será aplicado em janeiro, a outra metade, em julho.

Fonte de Informação: Jornal Diário da Região http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=80307

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