Arquivos Mensais: junho \29\UTC 2013

Resultados das manifestações

G1 GLOBO

Veja quais são as principais demandas dos manifestantes, a linha do tempo dos protestos e como os poderes reagiram a eles

*Resposta dos participantes de pesquisa nacional feita pelo Ibope sobre as três principais razões que os levaram às ruas. O levantamento foi feito no dia 20/6 com 2002 pessoas em sete estados e em Brasília, e divulgado no dia 23/6 pelo Fantástico

· Veja o resultado completo

Fonte da Informação: http://g1.globo.com/brasil/linha-tempo-manifestacoes-2013/platb/

Aprovação do governo Dilma cai de 57% para 30%, aponta Datafolha

 

Pesquisa mostra insatisfação com políticos, dizem governo e oposição

 

Do G1, em Brasília

Parlamentares da base do governo e da oposição afirmaram neste sábado (29) que a pesquisa que aponta queda na aprovação do governo de Dilma Roussef revela insatisfação da população com os políticos. Para deputados e senadores, eleitores demandam mudanças tanto no governo federal quanto nas demais esferas públicas, como tem sido demostrado nos protestos das últimas semanas.
Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado indica a redução de 57% para 30%, em três semanas, do número de pessoas que consideram a gestão de Dilma boa ou ótima. Esta é a maior queda de popularidade registrada desde o início da gestão da presidente. A pesquisa também indica que o percentual dos que consideram a gestão Dilma ruim ou péssima passou de 9% para 25%. A nota média da presidente, numa escala de 0 a 10, caiu de 7,1 para 5,8.
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que, apesar de a pesquisa se referir ao governo federal, o sentimento de insatisfação também se refere aos governos estaduais. Para ele, o resultado era “previsível”, diante da onda de manifestações que se espalharam pelo país.

“Não há motivo para alarme. Há uma cobrança [ dos manifestantes nas ruas]. Todos os governos, em nível estadual e municipal, agora estão se sentindo cobrados para melhorar”, afirmou Chinaglia.
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), apontado no meio político como possível candidato à presidência da República em 2014, também considera que a insatisfação revelada pela pesquisa não diz respeito apenas à gestão Dilma.

“As pesquisas indicam o que os protestos que mobilizam o país já mostravam: uma insatisfação dos brasileiros que, acredito, não seja apenas com relação à presidente Dilma, mas com a classe política como um todo em razão da ausência de respostas efetivas aos problemas enfrentados pelas pessoas. São déficits acumulados ao longo de anos.”, informou Aécio por meio de nota.
‘Dilma tranquila’ O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse neste sábado que Dilma está “tranquila” com o resultado da pesquisa, segundo informou a Agência Brasil. “A presidenta está muito tranquila. Ela reconhece que tem uma mudança, e acha que a receita, o remédio para isso, é trabalharmos bastante. Já estamos trabalhando para entender mais pontos relativos às mobilizações populares e dar resposta”, declarou Bernardo.
O ministro esteve neste sábado no Palácio do Alvorada, residência oficial da presidente. Além dele, estiveram no palácio os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Comunicação Social, Helena Chagas. Eles saíram do local sem fazer declarações à imprensa.
‘Percepção momentânea” O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE) também considerou que a pesquisa Datafolha reflete uma percepção momentânea sobre o estado de espírito da população “em relação ao conjunto de governos”. Ele acredita que a aprovação da presidente pode voltar a subir. “Temos que trabalhar fortemente para cumprir os pactos anunciados pela presidente. Se dermos conta dessa agenda, é possível reverter esse quadro”, declarou.

Já o líder do Democratas no Senador, José Agripino (RN), informou, por meio de nota, que considera o resultado da pesquisa um “claro sinal de advertência dos equívocos do PT na forma de governar”. “É hora de reconhecer os erros e mudar. Acabou o tempo de o governo ser exercido em nome de uma reeleição. A crise impõe que tanto governo quanto oposição não pensem em si próprios, mas sim no futuro do país”, declarou.

Em Barueri, com patrulhamento comunitário, Guarda tem auxílio da população na segurança da cidade

Foto: Prefeitura Municipal de Barueri Secretaria de Comunicação Social.

Foto: Prefeitura Municipal de Barueri Secretaria de Comunicação Social.

A diminuição da criminalidade em Barueri traz a sensação de segurança para os habitantes da cidade e é em parceria com a população que a Secretaria Municipal dos Assuntos de Segurança tem trabalhado. Neste ano a Guarda Civil Municipal de Barueri adotou a metodologia do patrulhamento comunitário.

“Os guardas municipais atuam no sentido de auxiliar a população no momento em que ela necessite, sendo a mão amiga do cidadão, estabelecendo vínculos de credibilidade, a fim de que a sociedade nos auxilie no combate à criminalidade”, explicou Gilberto Pereira de Brito, secretário dos Assuntos de Segurança.

Para aproximar-se da comunidade, a Secretaria dos Assuntos de Segurança também tem promovido reuniões em bairros da cidade para discutir questões de segurança pública. Nestas oportunidades, além da Guarda Civil Municipal, integram-se ao debate representantes das polícias Civil e Militar.

Qualquer cidadão pode ajudar na manutenção da segurança em Barueri, utilizando os canais de denúncia da Guarda Civil Municipal, pelos telefones 153 e 199 – a identidade do denunciante é preservada. Mais informações podem ser obtidas no telefone 4199-1400.

 

Comunidade ativa

A participação da população na segurança do município e a credibilidade da Guarda Civil Municipal foram demonstradas no final da tarde do domingo, 23 de junho. A Central de Comunicação da Guarda de Barueri recebeu a informação que dava conta sobre roubo de um veículo Fiat/Palio na rua Vitória, no Centro.

Logo em seguida, a Guarda também foi informada sobre um automóvel que tinha sido abandonado por adolescentes no bairro Aldeia de Barueri. “Ao nos aproximarmos do carro, um munícipe nos informou que indivíduos abandonaram o veículo e se evadiram sentido ao shopping”, disseram os agentes da segurança municipal.

Os guardas seguiram em direção ao local indicado e conseguiram deter dois menores de idade, ambos de 14 anos de idade. O automóvel também havia sido usado por eles em assalto a um posto de combustível em Carapicuíba.

Durante o procedimento de revista pessoal, os guardas encontraram um revólver calibre 32 com os adolescentes. Eles foram reconhecidos como autores dos dois roubos.

O caso foi registrado no distrito policial e os menores foram encaminhados para a Vara da Infância e Juventude. O dinheiro roubado (cerca de R$ 300,00) e o automóvel foram devolvidos aos respectivos responsáveis.

Gil descarta possibilidade de passes livres no transporte público de Barueri

gil arantes agradece eleições2012

Segundo ele, o grande problema é que prefeituras teriam de subsidiar o transporte por completo

Maximiliano Soriani (maximiliano@webdiario.com.br)

 

Para o prefeito de Barueri, Gil Arantes, a proposta de oferecer transporte público e gratuito é uma ideia muito remota. Segundo ele, o grande problema da gratuidade nos ônibus municipais é que prefeituras teriam de subsidiar o transporte por completo e, atualmente, não há mínimas condições favoráveis.

 

A pauta surge após as realizações de manifestações em todo país nas últimas semanas pela redução do preço das tarifas dos ônibus. Com o objetivo alcançado e tarifas reduzidas, o próximo passo para alguns grupos de manifestantes é a implantação do transporte público gratuito, como sugere o Movimento Passe Livre (MPL) na capital paulista.

 

“Não é porque Barueri tem uma arrecadação muito maior [entre as cidades da região] é que teria condições de subsidiar o transporte. Então, isso tem que ser uma discussão com o governo do estado e com o governo federal”, explicou o prefeito barueriense ao lado dos prefeitos do Consórcio Regional na manhã de quinta-feira, 20.

 

De acordo com Gil, todos os prefeitos dos sete municípios que compõem o consórcio entraram no consenso de que, mais do que rebaixar e padronizar a tarifa para R$ 3,00, é fundamental procurar alternativas para melhorar a qualidade dos serviços prestados no setor. Ele revela que há uma expectativa de que tanto estado como governo federal abram mão de alguns impostos para tal realização. “Nossa preocupação é termos problemas com a manutenção, vistoria, qualidade. De toda a maneira, vamos colocar nossa equipe de Transporte cobrando as empresas para sempre melhorarem a qualidade de atendimento. Mas nós, municípios, estamos no limite, não temos mais o que oferecer para redução de tarifas”, acrescenta Gil.

 

Sete prefeitos da região anunciaram a redução das passagens de ônibus para R$ 3,00 na quinta-feira passada. O reajuste é valido para Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba a partir da próxima segunda-feira, 24 de junho.

Fonte da Informação: http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=78455&search=

 

Festas Juninas em Barueri: Secretaria da Mulher de Barueri realiza festa junina nesta sexta (28)

Festas Juninas em Barueri - SP. Foto Secretária de Comunicação Social de Barueri-SP.

Festas Juninas em Barueri – SP. Foto Secretária de Comunicação Social de Barueri-SP.

Um arraial divertido com comidas típicas, brincadeiras e uma tradicional quadrilha são os destaques da festa junina que será realizada na sexta-feira, 28 de junho, na Secretaria da Mulher de Barueri.

O evento é aberto ao público em geral e tem início às 17 horas. No sábado, dia 29 de junho, das 12 às 17 horas, os festejos acontecem nos Centros Comunitários do Parque Imperial e do Jardim Paraíso.

No sábado, 22, os Centros Comunitários do Engenho Novo e do Parque dos Camargos também fizeram suas festas, e os destaques foram apresentações musicais, sorteios de vários prêmios e a presença sempre marcante da comunidade local.

FESTA JUNINA NA SECRETARIA DA MULHER DE BARUERI

Sexta-feira, 28 de junho, às 17 horas

Rua Pastor Sebastião Davino dos Reis, 756, Vila Porto

Entrada gratuita

 

Parque da Maturidade de Barueri realiza festa julina

O Parque da Maturidade “José Dias da Silva”, equipamento gerido pela Secretaria de Promoção Socialde Barueri, promoverá no dia 13 de julho, das 11 às 18 horas, sua tradicional Festa Julina.

Aberta a toda população, a festa contará com muita diversão e comidas diversas: pizza; pastel; churrasco; bebidas frias e quentes; milho verde; doces e caldos, além de  brincadeiras como pescaria e boca do palhaço. Os preços serão convidativos: de R$ 0,50 a R$ 3,50.

Um bingo será realizado, e parte da renda será revertida ao Fundo Social de Solidariedade de Barueri. A entrada é franca.

O Parque da Maturidade fica na rua Indianópolis, 123, no Parque Santa Luzia. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: 4706-3820.

 

Rosto público do Movimento Passe Livre, Mayara Vivian abraça a causa e evita fama pessoal

Garçonete e estudante de geografia é uma das porta-vozes do grupo. Para não sofrer represália ou esvaziar o movimento, ela não fala sobre si.

Ana Carolina Moreno                                                                                         Do G1, em São Paulo

Mayara Vivian é uma dos porta-vozes do MPL, mas não posa para fotos (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Mayara Vivian é um dos rostos do MPL, mas não posa para fotos (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Garçonete e estudante que se tornou o rosto mais conhecido dos protestos pela melhoria do transporte público no Brasil, Mayara Longo Vivian, representante do Movimento Passe Livre (MPL), é radical tanto na hora de expor as posições do grupo, que a elegeu, entre outros membros, como porta-voz na atual jornada de lutas, como na hora de resguardar os detalhes de sua vida pessoal. “Para me ouvir falar da minha vida, só sentando comigo na mesa do bar. O movimento tem as suas convicções políticas e eu tenho as minhas”, explicou ela ao G1 na tarde de terça-feira (25), na Câmara Municipal de São Paulo.

Há dois motivos para que a jovem de 23 anos não pose para fotos e se recuse a revelar dados como o bairro onde vive, a profissão de seus pais, como ela entrou no grupo ou o motivo de ter ingressado no curso de história em 2007 e transferido para o de geografia 2 anos depois. O primeiro motivo é evitar possíveis perseguições por parte de quem não quer ver as reivindicações do MPL saírem do papel e processos criminais, que o grupo teme sofrer depois que a opinião pública diminuir a atenção ao tema.

O segundo é não se deixar explorar pela imprensa e desvirtuar o debate ao qual ela tem dedicado praticamente todo o tempo em que não está trabalhando. “A mídia tenta personalizar o grupo e contar histórias para esvaziar o movimento”, disse ela. Quando instada a falar sobre si, ela é categórica. “Sou uma menina normal como qualquer menina normal, como qualquer cara normal. Sou só uma pessoa. Eu não sou ninguém, isso você pode escrever.”

Mayara não é a única porta-voz do movimento, mas acabou emergindo entre os demais membros depois que, no dia 11 de junho, o MPL publicou na internet um pedido de reunião protocolado no Ministério Público com a assinatura e o telefone celular dela.

Apesar da fama repentina, à qual ela diz ainda estar se acostumando, Mayara segue solícita aos inúmeros pedidos de entrevista e cumpre o papel ao qual foi incumbida por decisão coletiva do MPL neste ano. Além das entrevistas antes, durante e depois dos protestos, das repercussões das reuniões de negociação com o governo e após a redução da tarifa anunciada em São Paulo e no Rio, ela também esteve entre o seleto grupo de quatro membros do MPL-SP e dois do grupo do Distrito Federal que se reuniu com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira (24).

O encontro não a deixou deslumbrada. “A gente esperava que ela tivesse propostas mais concretas”, comentou brevemente a estudante, enquanto bebia um copo d’água antes da reunião seguinte, com vereadores que tampouco a deixariam impressionada.

Dilma Rousseff recebeu membros do MPL, incluindo Mayara Vivian, na segunda-feira (24) (Foto: Renato Costa/Estadão Conteúdo)
Dilma Rousseff recebeu membros do MPL, incluindo Mayara (Foto: Renato Costa/Estadão Conteúdo)
Sou uma menina normal como qualquer menina normal, como qualquer cara normal. Sou só uma pessoa. Eu não sou ninguém, isso você pode escrever”
Mayara Vivian, integrante do MPL

Cansaço e fome Na terça, ela seguiu do aeroporto à Câmara Municipal de São Paulo, para assistir a uma reunião às 14h. De almoço, apenas um falafel para a militante vegetariana, feminista, tatuada e corintiana que hoje considera luxo uma noite com 6 horas de sono. “Deem uma bolachinha para ela”, pediram os outros dois militantes do grupo ao repórter da TV Câmara que implorava por uma entrevista exclusiva de “10 minutinhos”, que Mayara concedeu com paciência, depois de um copo cheio de café que ela encontrou pelo caminho.

Os dois jovens que a acompanharam foram embora antes – nenhum deles está entre o grupo de militantes “públicos” do MPL, escolhidos de forma coletiva de acordo com a vontade e habilidade de cada um, e não poderiam conceder a entrevista. A estudante de direito Nina Capello, que também faz parte do núcleo público do grupo, já havia ido embora. Outro deles, Marcelo Hotimsky, que estuda filosofia, estava na ocupação popular do Edifício Mauá, onde naquela tarde ocorria um despejo.

Ao final da entrevista e das tomadas feitas pelo cinegrafista em vários ângulos, sete chamadas não atendidas esperavam por Mayara no celular que ficou na mochila. Ela decidiu não retornar nenhuma: já eram quase 17h e ela ainda precisava caminhar, debaixo de uma garoa, até o Sindicato dos Químicos, onde participaria de uma atividade.

No caminho até lá, mais um telefonema, mais uma atividade agendada. Ela relembra com carinho a jornada de lutas de 2011, quando a tarifa em São Paulo subiu de R$ 2,70 para R$ 3,00. Naquela época, o rodízio de tarefas a deixou longe dos holofotes. “Mal posso esperar para isso tudo passar”, disse a jovem que estudou a vida inteira na rede pública – ela terminou o ensino médio em uma escola técnica estadual no Ipiranga, na Zona Sul, e no ano seguinte ingressou na USP.

Rúgbi vice-campeão Desde que a campanha atual começou e, principalmente, depois que ela ganhou proporções inéditas na história de 8 anos do Movimento Passe Livre, Mayara tem sacrificado diversas atividades pessoais em prol da militância. Uma delas, os treinos de rúgbi da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humandas (FFLCH), ela acabou abandonando temporariamente. Ela só soube na terça que suas colegas do time Rugbellas haviam sido vice-campeãs de um torneio universitário em Rio Claro (SP), dez dias antes. “Preciso ligar pras meninas. Ando tão sem tempo que de algumas coisas só fico sabendo pela imprensa”, afirmou.

Dormir a noite toda e comer sentada em uma mesa viraram necessidade secundária. Mas ela tem conciliado as passeatas que entram na madrugada, os encontros do MPL e as reuniões com a presidente e outros políticos com seus turnos de garçonete. “Ainda preciso pagar minhas contas.”

Apesar de evitar revelar detalhes pessoais, Mayara já aceitou que certas atividades suas sejam de conhecimento público, por causa do seu perfil no Facebook. A maioria de suas fotos são de treinos e jogos de rúgbi. A jovem disse que não pensou muito sobre deixar ou não seu perfil público – outros membros do MPL acabaram deletando suas contas por causa da exposição.

A jovem condenou ataques que outros membros sofreram em suas faculdades por participarem do grupo. Ela disse ter sorte de estudar em uma faculdade da USP com um grande contingente de pessoas de esquerda e não ter tido problemas. No entanto, Mayara reclamou do número de jornalistas que procuraram seus chefes no bar onde ela trabalha, em um bairro boêmio da Zona Oeste.

Alguns políticos apoiam a gente, mas nós não apoiamos nenhum político”
Mayara Vivian

Políticos e Ramones Na terça, na reunião do colégio de líderes da Câmara, apenas duas pessoas além dos vereadores receberam aval para discursar. A primeira foi Mayara. De tênis, legging e uma camiseta do MPL por cima de um top, que deixava escapar tatuagens embaixo da manga direita e da gola, ela segurava um pedaço de papel com o rascunho de sua fala nas mãos de unhas pintadas com esmalte azul esverdeado. Mayara não desperdiçou o curto tempo em que dominou o microfone.

“Primeiro gostaria de dizer que não gosto de políticos. Eu gosto de Ramones (banda punk da década de 70)”, começou a estudante de geografia. Na Sala Tiradentes, que tem espaço para 57 pessoas sentadas, mas que naquela hora tinha lotação esgotada e outras dezenas de pessoas em pé, Mayara fez questão de lembrar para quem reclamava do aperto que “o ônibus é muito mais cheio”.

Sobre a possibilidade de deixar a CPI para depois do recesso, ela lembrou aos vereadores presentes que essa era uma “decisão política” e que “protesto não tem recesso”, podendo inclusive ser feito na praia, caso os vereadores decidam descer ao Litoral em vez de permanecer na capital trabalhando.

A reunião acabou sem resultado: os vereadores decidiram não definir a pauta, e a aprovação de uma CPI só foi conseguida na sessão no plenário, na quarta-feira (26). Nesta quinta (27), os vereadores decidem qual pedido aceitarão: há três propostas diferentes em disputa pelas bancadas, já que o autor da que for aprovada presidirá a comissão. Em suas declarações à imprensa, a porta-voz do MPL defendeu a investigação do transporte municipal da forma “mais clara e rápida possível”, inclusive se houver necessidade de trabalhar em julho. “O Brasil está parado e eles querem tirar férias”, disse ela, lembrando que a discussão sobre uma possível CPI só surgiu por causa da “força do povo” nas ruas. “Só faltou pedirem para o povo comer brioches.”

E deixou claro, mais uma vez, o caráter apartidário do Movimento Passe Livre. “Alguns políticos apoiam a gente, mas nós não apoiamos nenhum político.”

Vereadores de São Paulo param para escutar discurso de Mayara Vivian na Câmara (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Vereadores de São Paulo param para escutar discurso de Mayara na Câmara (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

 

 

 

Câmara rejeita PEC 37; texto será arquivado

Nível de rejeição à proposta aumentou depois das manifestações populares das últimas semanas. Texto impediria o Ministério Público de realizar investigações criminais por conta própria.


Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Discussão da PEC 37/2011
Plenário derrotou a proposta por 430 votos a 9. Partidos superaram divergências e apoiaram rejeição da PEC.

O Plenário rejeitou nesta terça-feira (25), por 430 votos a 9 e 2 abstenções, a Proposta de Emenda à Constituição 37/11, do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que atribuía exclusivamente às polícias Federal e Civil a competência para a investigação criminal. Todos os partidos recomendaram a rejeição do texto.

Confira como votou cada deputado

Para facilitar a derrota da proposta, os deputados votaram apenas o texto principal, prejudicando o texto da comissão especial.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, destacou que a proposta foi pautada em Plenário por acordo fechado entre todos os líderes partidários. “Os líderes poderiam ter optado por adiar, mas decidiram votar esta noite”, declarou.

Alves afirmou que a decisão do Plenário significa o “reencontro” dos deputados com as ruas. “Nós somos parlamentares que vêm das ruas do Brasil. Então, temos que estar atentos ao que elas dizem para esta Casa fazer o que o povo brasileiro quer.”

O presidente da Câmara afirmou ainda que, depois da rejeição da PEC 37, o compromisso da Casa é votar o fim do voto secreto para cassação de mandatos (PEC 196/12). “É um compromisso que nós temos e vamos pautar até o final deste período legislativo”, disse Alves.

Investigações criminais De acordo com o texto da PEC 37, o Ministério Público poderia ser impedido de realizar investigações criminais por conta própria e deveria atuar apenas como titular da ação penal na Justiça.

O substitutivo do deputado Fabio Trad (PMDB-MS), apresentado na comissão, originalmente permitia ao Ministério Público investigar, em conjunto com as polícias, os crimes contra a administração pública – como corrupção – e delitos praticados por organizações criminosas.

Entretanto, o texto final da comissão decorreu da aprovação de um destaque do deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), que impedia definitivamente a atuação do Ministério Público nas investigações. De acordo com o parlamentar, o texto da Constituição deixa claro que a competência para investigar crimes é das polícias Civil e Federal.

“Houve alguns erros de interpretação durante os anos. Uma pessoa não pode, ao mesmo tempo, investigar e oferecer denúncia”, defendeu Vasconcellos, no momento de votação do destaque na comissão, em novembro passado.

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Discussão da PEC 37/2011
Público acompanhou votação nas galerias do Plenário.

Para Lourival Mendes, a proposta não poderia ser rotulada como “PEC da Impunidade”. “Ela garante o Estado de Direito, mantendo a estabilidade jurídica do Brasil, impedindo que as investigações subam para o Supremo com base na inconstitucionalidade de seus atos”, disse.

Tentativas de acordo Devido às divergências entre delegados e promotores, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, criou, em maio deste ano, um grupo de trabalho técnico criado para aperfeiçoar a PEC.

O grupo foi criado no dia 30 de abril depois de uma reunião entre o presidente da Câmara; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; e representantes do Ministério Público, da Polícia Federal e da Polícia Civil.

Depois de várias reuniões, o grupo não conseguiu chegar a um texto de consenso, e o nível de rejeição à proposta aumentou depois que o tema ganhou as ruas nos protestos populares.

Outros projetos O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), lembrou que haverá outra discussão para regulamentar a investigação criminal no Brasil. “O tema não termina [com a rejeição da PEC], vamos ter que buscar uma proposta em que todos ganhem, a sociedade seja vitoriosa no combate à criminalidade de toda natureza.”

O líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), protocolou nesta terça-feira o Projeto de Lei 5820/13, que regulamenta a investigação criminal no Brasil, em especial a atuação conjunta da Polícia Judiciária e do Ministério Público. “O objetivo é estabelecer um regramento nacional, uma unificação do procedimento de investigação para promotores e delegados. [O projeto] não retira nem restringe o poder de investigação do Ministério Público. Apenas estabelece regras”, disse.
Outra proposta sobre o tema (PL 5776/13) foi apresentada pela deputada Marina Santanna (PT-GO).

Retificação O deputado Sergio Guerra (PSDB-PE) anunciou que retificou seu voto para se posicionar contra a PEC 37. Na lista de votação da Câmara, até a meia-noite desta terça-feira, o nome do deputado aparecia como favorável à proposta.

Íntegra da proposta:

Da Reportagem Edição – Pierre Triboli

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Confira mapa com 9.230 vagas na Grande São Paulo

Alphaville - Barueri - São Paulo. Foto de Júnior Holanda em 13.06.2013 às 17:11:06Hrs.

Alphaville – Barueri – São Paulo. Foto de Júnior Holanda em 13.06.2013 às 17:11:06Hrs.

 

Vagas são oferecidas pelo Centro de Solidariedade ao Trabalhador. G1 traz tabela dividida por cargos operacionais, administrativos e técnicos.

Do G1, em São Paulo

A região metropolitana de São Paulo tem o total de 9.230 vagas abertas nesta semana, sendo 34 para deficientes, oferecidas pelo Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST), centro de intermediação de mão de obra localizado na cidade de São Paulo. Todas as quartas-feiras, o G1 publica os dados do emprego na região metropolitana do Rio de Janeiro e na Grande São Paulo.

Um subtotal de 8.402 vagas se destina a candidatos que tenham fácil acesso ou residam perto do local de trabalho, uma preferência dos empregadores – veja na tabela abaixo a relação de todos os cargos por áreas (operacional, administrativa e técnica), os requisitos exigidos e os salários mínimos e máximos em cada função.

Mapa de empregos de SP 19-06 (Foto: Arte/G1)

Na Grande São Paulo, são 794 chances para candidatos das cidades de Guarulhos, Osasco e do ABC.

Não há um prazo para inscrição. A seleção é feita até o preenchimento das vagas. Por isso, é recomendado que os candidatos compareçam às unidades do CST o quanto antes.

De acordo com o Centro de Solidariedade ao Trabalhador, as vagas da área administrativa são preenchidas mais rapidamente que as demais devido à grande procura.

Centro O Centro oferece 3.342 vagas, sendo que os cargos com maior número de vagas são operador de telemarketing (798), auxiliar de cobrança (310) e auxiliar de limpeza (87).

Há ainda 57 vagas para operador de caixa (R$ 877) e 10 para garçom (média de R$ 800).

Zona Sul Na Zona Sul são 1.934 vagas, sendo que os cargos com maior número de vagas são auxiliar de limpeza (200), porteiro (200) e atendente (105).
Há ainda 50 vagas para manobrista (R$ 990), 30 para promotor de vendas (média de R$ 678), 5 para ajudante de eletricista (R$ 933) e 2 para técnico de telefonia (R$ 1.300).
Zona Leste Na Zona Leste são 1.735 vagas, sendo que os cargos com maior número de vagas são operador de telemarketing (1.000), ajudante de cozinha (30) e auxiliar de limpeza (15).

Há ainda 11 vagas para operador de caixa (R$ 922), 4 para garçom ( R$ 880), 5 para operador de maquina operatrizes (R$ 994)  e 2 para mecânico de motocicletas (R$ 2 mil).

Zona Oeste Na Zona Oeste são 993 vagas, sendo que os cargos com maior número de vagas são operador de caixa (45), operador de supremercado (40) e analista de suporte técnico (22).
Há ainda 40 vagas para repositor de supermercado (R$ 922),  60 para vigilante (média de R$ 1.300), 12 para auxiliar de manutenção predial (R$ 1.100) e 10 para mecânico de refrigeração (a combinar).

Zona Norte Na Zona Norte são 398 vagas, sendo que os cargos com maior número de vagas são atendente de lanchonete (20), auxiliar de limpeza (16) e oficial de manutenção predial (11).
Há ainda 2 vagaspara vigia (R$ 1367), 8 para repositor de mercadorias (R$ 852), 1 para torneiro CNC (R$ 850) e 1 para pedreiro (R$ 1.500).

Regiões Cargos operacionais Cargos administrativos Cargos técnicos
Centro Operador de telemarketing (798)
Requisitos:
ensino médio completo e incompleto (não é necessário ter experiência)
Salário: média de R$ 678
Auxiliar de limpeza (87)
Requisitos:
ensino fundamental completo ou incompleto (para 100 vagas  não é necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 702 e R$ 850
Atendente (68)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 700 e R$ 922
Auxiliar de cobrança (310)
Requisitos:
ensino médio completo (não é necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 700 e R$ 1 mil
Office girl (10)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 808
Recuperador de crédito (65)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 678
Técnico de enfermagem (15)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: a combinar
Mecânico (10)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 1.300
Pedreiro (4)
Requisitos:
ensino fundamental completo (necessário ter experiência)
Salário: a combinar
Zona Sul Auxiliar de limpeza (200)
Requisitos:
ensino fundamental completo (necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 702 e R$ 890
Porteiro (200)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: média de R$ 702
Atendente (105)
Requisitos:
ensino médio incompleto (para 56 não é necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 750 e R$ 1 mil
Auxiliar administrativo (35)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 1.500
Recepcionista (5)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: a combinar
Técnico de enfermagem (100)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: a combinar
Auxiliar de manutenção predial (6)
Requisitos:
ensino fundamental completo (necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 678 e R$ 1.200
Auxiliar técnico de controle de qualidade (4)
Requisitos:
ensino fundamental completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 934
Zona Leste Operador de telemarketing (1.000)
Requisitos:
ensino médio completo (não é necessário ter experiência)
Salário: média de R$ 678
Ajudante de cozinha (30)
Requisitos:
ensino fundamental incompleto (necessário ter experiência)
Salário: média de R$ 750
Auxiliar de limpeza (15)
Requisitos:
ensino médio completo (não é necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 740 e R$ 1 mil
Não há Costureira (14)
Requisitos:
ensino fundamental completo ou médio incompleto (necessário ter experiência)
Salário: R$ 933
Auxiliar de manutenção predial (7)
Requisitos:
ensino fundamental completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 954
Serralheiro (3)
Requisitos:
ensino fundamental incompleto (necessário ter experiência)
Salário: R$ 1.278
Zona Oeste Operador de caixa (45)
Requisitos:
ensino médio completo (para 20 vagas não é necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 922
Operador de supermercado (40)
Requisitos:
ensino fundamental ou médio completo (não é necessário ter experiência)
Salários: R$ 922
Fiscal de loja (21)
Requisitos:
ensino médio incompleto (necessário experiência)
Salário: entre R$ 690 e R$ 772
Não há Analista de suporte técnico (22)
Requisitos:
ensino médio completo (necessário ter experiência)
Salário: a combinar
Eletricista (13)
Requisitos:
ensino fundamental incompleto (necessário ter experiênci)
Salário: R$ 1.500
Encanador (10)
Requisitos:
ensino fundamental completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 1.375
Zona Norte Atendente de lanchonete (20)
Requisitos:
ensino fundamental ou médio completo (necessário ter experiência)
Salário: entre R$ 653 e R$ 850
Auxiliar de limpeza (16)
Requisitos:
ensino fundamental completo ou incompleto (não é necessário ter experiência)
Salário: R$ 702
Conferente de mercadoria (6)
Requisitos:
ensino fundamental completo ou médio incompleto (não é necessário ter experiência)
Salário: R$ 980
Não há Oficial de manutenção predial (11)
Requisitos:
ensino fundamental completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 900
Auxiliar de linha de produção (4)
Requisitos:
ensino fundamental completo (necessário ter experiência)
Salário: R$ 1.073
Serralheiro (2)
Requisitos:
ensino fundamental incompleto (necessário ter experiência)
Salário: R$ 1.200

Como se candidatar Os interessados nas vagas do Centro de Solidariedade ao Trabalhador devem comparecer aos endereços abaixo com

Cidade de Barueri recebe hoje várias manifestações do Movimento “Passe Livre”

Barueri Monumento entrada da cidade próximo a saída para Castelo Branco. Foto com Direitos autorais de Júnior Holanda clicada em 13.06.2013 às 14:47:20 Hrs

Barueri Monumento entrada da cidade próximo a saída para Castelo Branco. Foto com Direitos autorais de Júnior Holanda clicada em 13.06.2013 às 14:47:20 Hrs

Nesta sexta-feira dia 21 de Junho de 2013, segundo o Facebook na página “Movimento Passe Livre Barueri” teremos várias manifestações públicas na cidade. Todas iniciando as 17:00Hrs, começando pelo terminal do Jardim Silveira, outra no Arena Barueri, outra no centro de Barueri na frente da Prefeitura e mais uma outra no Bairro de Alphaville na frente do Monumento que leva o nome do Bairro localizado na Alameda Rio Negro. Não sabemos ao certo se acontecerão realmente, de qualquer forma, este Blog cumpre uma de suas missões que é o de Informar a população.

Região reduz preço das passagens dos ônibus municipais para R$ 3,00

Foto de Júnior Holanda 2013 - Imagem do Bairro de Alphaville Alameda Rio Negro Barueri - São Paulo.

Foto de Júnior Holanda 2013 – Imagem do Bairro de Alphaville Alameda Rio Negro Barueri – São Paulo.

Maximiliano Soriani

(maximiliano@webdiario.com.br)

Prefeitos da região Oeste que compõem o Consórcio Regional anunciaram, na manhã de ontem, 20, a redução da tarifa de ônibus para R$ 3. A medida será válida a partir de 24 de junho nas cidades de Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba.

O anúncio foi feito na prefeitura de Barueri, na ocasião, os prefeitos assinaram um termo de compromisso para garantir que o preço das passagens de ônibus municipais seja tabelado nessas cidades. A medida atende ao pedido dos manifestantes que sugeriam a passagem pelo preço de R$ 3.

O prefeito de Osasco, Jorge Lapas, que enfrentou 8 mil manifestantes, na quarta-feira, explicou que para a redução das tarifas era necessário criar essa linha de diálogo com os outros prefeitos e com os empresários das empresas de transporte. “Ainda não conversei com os empresários, mas conversando com os prefeitos do consórcio, há uma decisão de chegarmos a R$ 3. Isso fortalece o diálogo com os empresários e fica mais fácil de pressionar as empresas de ônibus”, explica o osasquense.

A iniciativa do consórcio atende as dezenas de manifestações ocorridas pelo país e refletem o anseio popular, como avaliou o prefeito de Barueri, Gil Arantes. Ele ressalta que os municípios estão no limite e não têm mais o que oferecer para reduzir o preço das passagens. “Cada cidade pode discutir com as empresas sem que haja interferência do consórcio. Esse é problema pessoal de cada município e de como eles vão fazer. Cada prefeito vai ver até onde vai poder chegar. O mais importante é que a decisão é de todos juntos, que vamos assinar um termo de compromisso para redução nos sete municípios”, comenta Gil.

O consenso dos prefeitos é de que os empresários deverão ser mais flexíveis nas negociações e, embora a redução das tarifas para R$ 3 seja um fato concreto, os empresários do ramo não serão prejudicados, como atesta Marmo Cezar, prefeito de Santana de Parnaíba. “Na verdade, o que vai acontecer com os donos das empresas não é que terão prejuízo, só vão deixar de faturar mais. E isso é um diferencial porque a passagem é muito cara”, admite.

Para Gê, prefeito de Jandira, a atitude foi uma medida madura dos prefeitos, que puderam iniciar uma linha conjunta de negociações, visto que moradores dos municípios da região transitam também pelas outras cidades. “Cada cidade tem sua realidade. Mas essa atitude dos prefeitos demonstra maturidade e responsabilidade. Os prefeitos ajudam muito nesse momento que o país vive e entendemos que um morador de Jandira, por exemplo, também pega o transporte em Barueri. Essa iniciativa é de bom senso”, frisa.

Sobre a questão dos ônibus intermunicipais, Jorge Lapas relata que essas tarifas ainda não foram acertadas, mas já há planos para reverter essa situação. “Na outra reunião fizemos um documento pedindo a resolução das tarifas intermunicipais também e já foi encaminhado também”, diz Lapas.