Arquivos Mensais: outubro \31\UTC 2010

Dia Seguinte:Dilma eleita Presidente do Brasil

A expectativa de que neste domingo (31) venha a ser confirmada como a primeira presidente mulher da história do Brasil não fez com que a candidata do PT na corrida presidencial, Dilma Rousseff, alterasse seu já conhecido hábito de preservar ao máximo a vida particular. Nas quase 24 horas em que permaneceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre a tarde de sábado (30) e às 14h deste domingo, quando embarcou para Brasília, onde acompanha a apuração, Dilma mais uma vez deu prioridade às agendas particulares e fechadas. Em vez de uma exposição maior, atitude comum a candidatos principalmente em dia de eleição, a petista inclusive se mostrou menos disposta a momentos de interação, fossem eles com eleitores em geral ou a imprensa em particular.

Dilma chegou à capital gaúcha pouco depois das 16h de sábado e seguiu direto para seu apartamento na avenida Copacabana, na zona Sul da cidade. Petistas gaúchos chegaram a informar que ela poderia passar a noite na casa da única filha, Paula, ou até mesmo no hotel Plaza São Rafael onde, neste domingo, aconteceu um café da manhã com lideranças políticas. Mas Dilma só saiu de seu apartamento, por volta das 20h30, para se dirigir à residência do ex-marido, o advogado Carlos Araújo, localizada na mesma avenida, a algumas quadras de distância. E, depois, dormiu em seu próprio apartamento.

Na manhã deste domingo, a candidata atrasou um pouco sua participação no café da manhã, prevista para ocorrer a partir das 8h. Foi neste horário que Dilma saiu de casa, sem conversar com a imprensa, em um comboio composto por seis carros com vidros equipados com películas de alta gradação. Antes, a movimentação se deu apenas por conta dos seguranças, que entravam e saíam do prédio carregando bagagens.

O trajeto para o Plaza foi rápido e demonstrou que, apesar do aparato, a segurança não parecia ter uma preocupação maior com a possibilidade de incidentes. Para chegar ao hotel, o caminho escolhido foi o do Túnel da Conceição, que está com duas das quatro pistas em obras, e isoladas por um tapume de chapas de metal. Como o túnel é rota de ônibus urbanos e metropolitanos e de uma parcela significativa da população que se desloca para o Centro, suas condições atuais facilitam o acesso de pedestres aos veículos e impossibilitam um deslocamento rápido em caso de acidente.

Na chegada ao Plaza, Dilma foi recepcionada pelo governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) e passou direto ao saguão, onde concedeu uma entrevista coletiva tumultuada, que mais se assemelhou a um pronunciamento. Diante da impaciência das dezenas de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos, do empurra-empurra e dos atritos entre os que procuravam se posicionar melhor, Dilma disparou: “Vou fazer uma declaração para todos e se todo mundo ficar calado é mais fácil”.

A declaração ainda não estava concluída quando os jornalistas começaram a perguntar se Dilma pretende chamar a oposição para conversar. A candidata emendou no discurso que governaria com sua coligação e para todos os brasileiros. A exemplo do evento promovido no primeiro turno, o café da manhã com partidários e aliados foi realizado em um salão do Plaza, onde os jornalistas conseguiam visualizar a candidata a partir de uma área anexa, elevada, mas ao qual o acesso direto não era permitido. Em seu pronunciamento no café, Dilma falou rapidamente sobre as realizações dos governos do presidente Lula, lembrou sua própria trajetória e destacou a importância de mobilização da campanha até o encerramento do horário de votação.

Do hotel a candidata seguiu para a escola sstadual Santos Dumont, na zona Sul, onde ela e Tarso votaram. Na hora da votação, um mesário, fã de Dilma, protagonizou cenas inusitadas, causando certo constrangimento para a candidata. Sob o protesto dos fotógrafos, abraçou Dilma, ficou segurando a carteira de identidade da candidata, que tentava pegá-la, por tempo demais, e, na hora do tradicional V que é solicitado que os candidatos façam com os dedos médio e indicador, para simbolizar sua expectativa de vitória, de novo se aproximou de Dilma e fez junto com ela o gesto.

A saída também foi tumultuada. Além da imprensa, curiosos e fãs queriam chegar perto da petista. Depois de votar, Dilma voltou a se recolher, desta vez no apartamento da filha, Paula, na rua Cariri, que é bem próxima à escola onde vota. Paula reside no último andar de um prédio de quatro andares, em uma rua sem movimento. Com a rua tomada por carros da imprensa, os curiosos também começaram a se mobilizar. Jornalistas se posicionaram em uma área aberta do outro lado da via, para observar o apartamento, que tem algumas janelas de frente. Foi o suficiente para que todas as persianas fossem fechadas.

Pouco antes do meio-dia, nova movimentação. De novo com os vidros fechados, os carros do comboio se dirigiram para a residência de Araújo, uma casa ampla às margens do Rio Guaíba. O carro de Paula e de seu marido chegou em seguida, saiu e voltou. Dilma almoçou em companhia de Araújo, Paula, o genro e o neto. Quando saiu da casa, às 13h08min, alguns simpatizantes se concentravam na entrada da garagem, tiravam fotos. Depois de senhoras gritarem: “Dilma, Dilma, Dilma, abre para a gente, dá um aceno”, a petista abriu rapidamente o vidro, acenou e voltou a fechá-lo. Ainda passou mais uma vez em seu apartamento, e, dele, foi para o antigo terminal do Aeroporto Internacional Salgado Filho. No aeroporto, o carro que a conduzia estacionou bem perto da aeronave e a candidata ingressou nela imediatamente. A porta se fechou com a mesma rapidez.

Em Porto Alegre a expectativa é de que, em caso de vitória, Dilma retorne ao Estado na quarta-feira (3), para descansar e, em caso de derrota, que o retorno ocorra ainda na segunda-feira (1). Sua assessoria informou apenas que o retorno para o Sul nesta semana é “pouco provável”.

Texto: Flavia Bemfica
Direto de Porto Alegre

Fonte: Site Terra

‘Tranquilo’, diz deputado eleito Tiririca sobre possível teste de alfabetização

Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, votou em São Paulo.
Ele declarou que seguiu orientação do PR e votou em Dilma Rousseff.

Tiririca votou em seção localizada na Unip, na Rua Vergueiro. Deputado eleito com 1,3 milhão de votos disse que votou em Dilma Rousseff.Tiririca votou em seção localizada na Unip, na Rua Vergueiro. Deputado eleito com 1,3 milhão de votos disse que votou em Dilma Rousseff. (Foto: Daigo Oliva/G1)

O deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, votou por volta das 15h30 deste domingo (31) em uma universidade na Rua Vergueiro, na Zona Sul da capital paulista. Após votar, o humorista respondeu a apenas duas perguntas feitas pelos jornalistas que o aguardavam no local.

O humorista disse que votou na candidata apoiada por seu partido, o PR. “Meu voto é com o partido, meu partido vota na Dilma, então eu voto na Dilma”, disse. Sobre a possibilidade de realizar o teste para comprovar que é alfabetizado, o humorista fez apenas uma afirmação. “Tranquilo”, disse.

Nesta manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o humorista. “O Tiririca é a cara da sociedade. Acho uma cretinice o que estão tentando fazer com o Tiririca. Estão desrespeitando 1,5 milhão de pessoas que votaram nele. Então, que não deixassem ele ser candidato. Acho que tem de fazer prova é quem está pedindo para ele fazer prova”, disse Lula.

Tiririca vota em São PauloTiririca votou em São Paulo na tarde deste domingo (Foto: Daigo Oliva/G1)

Agnelo Queiroz é o Novo Governador do Distrito Federal, acompanhe os outros resultados aquí

Governador Eleito no Segundo Turno Agnelo Queiroz do Distrito Federal.

Petista não pode ser mais alcançado por Weslian Roriz, do PSC. Acompanhe também a apuração em Goiás. TSE divulga os votos para presidente a partir das 19h.

Acompanhe os outros resultados aqui:

Resultados On-Line Eleições 2010 – Segundo Turno

Pela primeira vez, TSE concede direito de resposta no Twitter

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concedeu pela primeira vez na história um direito de resposta no microblog Twitter. Ao discutir o tema, ministros se mostraram preocupados em como tornar efetiva esta decisão.

O tribunal aceitou pedido da coligação “O Brasil pode mais”, do tucano José Serra, contra o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), que terá de postar dois tweets –mensagens de no máximo 140 caracteres– escritos pela campanha de Serra, em resposta a outros dois comentários feitos por ele no dia 19 de outubro.

Dilma e Serra se despedem do horário eleitoral com apresentações musicais
Agnelo se antecipa à campanha de Dilma e anuncia local de eventual festa
STF considera ‘censura prévia’ falta de acesso a dados de Dilma
CNBB defende declarações do papa Bento 16 sobre o aborto
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Na ocasião ele disse, em um primeiro tweet: “Cuidado com os telefonemas da turma do Serra. No meio das ligações, pode ter gente capturando seu nome para usar criminosamente…”. No segundo, o petista completou: “…podem clonar seu número, pode ser ligação de dentro dos presídios, trote, ameaça de seqüestro e assim por diante. Identifique quem liga!”.

O relator do caso, ministro Henrique Neves, entendeu que as mensagens foram ofensivas e que mereceriam resposta. Ele então fez duas sugestões.

A primeira seria responder em dois tweets o que foi escrito por Falcão. A segunda seria publicar essa resposta, por tempo determinado, no espaço destinado à biografia do petista.

Por unanimidade, os ministros determinaram a publicação imediata por Falcão, a partir da intimação da decisão, das respostas enviadas pela campanha de José Serra em dois tweets.

As mensagens a serem publicadas afirmam que Falcão foi penalizado pelo TSE com esse direito de resposta e que a coligação do tucano sempre “agiu com lisura, de forma íntegra e respeitando todos os eleitores”.

CUMPRIMENTO
Por volta das 23h desta sexta, Rui Falcão cumpriu a decisão judicial.

Em duas atualizações em sua página, escreveu: “Justiça eleitoral puniu Rui Falcão com este direito de resposta por ofensas à campanha de José Serra vinculadas em seu Twitter. Cabe esclarecer que a comunicação feita pela campanha de Serra agiu com lisura, de forma íntegra, respeitando todo os eleitores!”

Serra e Dilma se ignoram no último debate eleitoral

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) evitaram a troca de acusações diretas no debate da TV Globo, último encontro entre os presidenciáveis. Os candidatos se ignoraram e apenas fizeram críticas indiretas.

O tom do encontro foi o da apresentação de propostas, muitas delas já feitas durante a campanha e nos outros nove debates que aconteceram.

Dilma e Serra sustentam tom ameno e fazem críticas leves em debate na TV
Serra e Dilma partem para ataques indiretos sobre corrupção em debate da Globo
Veja os comentários ao vivo dos jornalistas da Folha
Vote: quem ganhou o debate?
Confira galeria de imagens
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Vanderlei Almeida/AFP

O debate teve três blocos com perguntas feitas por eleitores indecisos. Cada candidato respondia a uma pergunta de um eleitor indeciso com réplica e tréplica entre Dilma e Serra.

No terceiro bloco, Serra falou no aumento da arrecadação de impostos. Sem citar o governo Fernando Henrique Cardoso, Dilma respondeu que hoje a economia cresce mais e que antes era quase zero.

“Você arrecada mais porque as pessoas consumiram mais, tiveram mais renda e lucraram mais”, disse a petista.

Ao falar de educação, ela também deu uma cutucada no governo anterior. “Não sei se você sabe, mas estava proibido fazer escola técnica pelo governo federal.”

Nas considerações finais, a petista disse que não guarda mágoas dos ataques que sofreu.

“Nessa campanha em alguns momentos eu fiquei muito triste das calúnias que sofri.”

Serra também fez críticas indiretas ao governo Lula e à política econômica, ao defender uma economia mais forte. “O Brasil é um dos países do mundo com menos investimento. Inclusive menos que no passado.”

O momento de maior descontração foi um quase bate boca entre Dilma e o mediador Willian Bonner por conta de um erro no relógio que marcava o tempo.

INDIRETAS

O primeiro bloco foi o mais quente. “O exemplo tem que vim de cima. O chefe de governo tem que começar dando exemplo escolhendo bem as equipes e punindo quando há alguma irregularidade”, afirmou o tucano, ao ser questionado sobre a corrupção.

Ele ainda falou dos ataques aos órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União), criticado diversas vezes por Lula.

Serra citou o caso dos aloprados do PT nas eleições de 2006. “Tem casos que estão insepultos que não foram feitos nada”, disse.

“A corrupção no Brasil chegou a níveis insuportáveis”, completou.

Também no primeiro bloco, Dilma citou o escândalo dos Sanguessugas de 2006. “Foi na área da saúde, tanto é que chamou de sanguessugas”, disse.

Ela defendeu o trabalho da Polícia Federal durante o governo Lula. Segundo ela, foram presos pela primeira vez governadores e grandes empresários.

“O importante é investigar e punir. Doa a quem doer”, afirmou a petista, que ainda tratou da Controladoria Geral da União.

Ela criticou o governo Fernando Henrique Cardoso. “É importante que não haja o engavetador -geral da República”, afirmou a candidata em referência ao apelido do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, durante o mandato de FHC.

Por diversas vezes, Dilma soltou frases do tipo “muito importante essa pergunta”.

TOM AMENO

No segundo bloco, Dilma e Serra sustentaram um tom ameno.

Na pergunta mais dura do debate, a eleitora indecisa disse que ambos mostram uma saúde de qualidade no programa eleitoral, e afirmou que, no entanto, a população é “tratada como lixo” e “sofre como animais” nas filas de hospitais.

O tucano afirmou que o governo encolheu “em seis ou sete” pontos percentuais as verbas para a saúde. A candidata petista disse que o Brasil tem “um problema sério de qualidade da saúde”.

“Se a gente não reconhecer, não melhora”, disse Dilma, que disse assumir um compromisso de jogar o “peso” do governo federal na qualidade da prestação dos recursos para Estados e Municípios.

Os dois candidatos voltaram a propor a criação de policlínicas especializadas.

Quando o tema foi a educação, Serra também cutucou o governo federal, quando afirmou que “muitos Estados e municípios não estão pagando nem o piso” para os professores da rede pública porque o “governo federal havia se comprometido a pagar a diferença e não está pagando”.

O presidenciável tucano voltou a propor um pacto nacional pela educação, “acima das disputas políticas e eleitorais”.

“Temos que ter um entendimento que passe por cima dos partidos, de sindicatos”, afirmou.

Dilma também insistiu na valorização salarial e na formação continuada dos professores. Nesta questão, cutucou o tucano, acusado por petistas de tratar professores com violência.

“Se não houver pagamento digno para professores, não há como ter qualidade da educação. Precisa ganhar bem e ter formação continuada. Não se pode tratar professor com cassetetes ou interromper o diálogo. O diálogo é fundamental no respeito à essa profissão.”

Prefeitura de Cajamar (SP) prorroga prazo de inscrição para 110 vagas

A Prefeitura de Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, prorrogou até o dia 10 de novembro o prazo para as inscrições dos concursos para 110 vagas para todos os níveis de escolaridade. Os salários variam de R$ 789,21 a R$ 3.233,36 (leia aqui os editais).

Confira lista de concursos e oportunidades

Há vagas para guarda municipal masculino e feminino, coveiro, motorista de ambulância, agente de defesa civil, operador de máquinas, agente de trânsito e transporte, treinador desportivo para diversos esportes, fonoaudiólogo, nutricionista e médico para diversas especialidades.

Os candidatos a guarda municipal devem ter altura mínima de 1,65m, além de possuir idade mínima de 21 anos completos e máxima de 35 anos na data da inscrição e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria “C”.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.mouramelo.com.br. É possível ainda fazer a inscrição pessoalmente na Rua Pedro Binatto, 172, Centro de Jordanésia, em Cajamar, nos dias úteis, das 9h às 17h. A taxa vai de R$ 15 a R$ 50.

As provas objetivas devem ser dia 21 de novembro para o cargo de guarda e dia 28 de novembro para os demais cargos. Os candidatos à guarda municipal, além da prova objetiva, serão avaliados por meio de exame antropométrico, teste de aptidão física, investigação social, avaliação psicológica e exames médicos específicos para o cargo. Haverá, ainda, provas práticas para os cargos de motorista de ambulância e operador de máquina e avaliação psicológica para todos os demais cargos.

Fonte: Site G1.globo.com – Empregos

Atriz é encontrada morta

A atriz Lisa Blount foi achada morta na quarta-feira (27) em casa, na localidade de Little Rock, nos Estados Unidos, segundo informações do jornal “The Arkansas Democrat-Gazette”.

Blount é mais conhecida pelo papel de Lynette Pomeroy em “A Força do Destino”, pelo qual foi indicada ao Globo de Ouro. Ela tinha 53 anos e chegou a ganhar um Oscar de curta-metragem por “The Accountant” (2001).

Segundo o jornal, a polícia local afirmou que ela provavelmente morreu na segunda-feira e que não há sinais de crime.

O marido da atriz, o ator e diretor Ray McKinnon, estava fora da cidade e seu corpo foi encontrado pela mãe.

Nascida na cidade de Fayetteville, no Arkansas, a atriz se mudou para Little Rock, no mesmo Estado, em 2005.

Kevork Djansezian/AP
A atriz Lisa Blount, ao lado do marido Ray McKinnon, ao receber o Oscar de curta-metragem em 2002
A atriz Lisa Blount, ao lado do marido Ray McKinnon, ao receber o Oscar de curta-metragem em 2002

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Fonte: Jornal Folha On-Line

Papa condena aborto e pede para bispos brasileiros orientarem politicamente fiéis

Papa Bento XVI. Foto retirada do http://cursilhopenapolis.wordpress.com/page/2/

Fonte: Jornal Folha On-Line

O papa Bento 16 condenou nesta quinta-feira, em reunião em Roma, o aborto e clamou para que um grupo de bispos brasileiros orientem politicamente fiéis católicos, sem mencionar diretamente as eleições que acontecem no próximo domingo.

“Os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas.”

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O papa reiterou a posição católica a respeito do aborto, condenando o uso de projetos políticos que defendam aberta ou veladamente sua descriminalização.

Segundo ele, a democracia só existe quando “reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana”.

Bento 16 fez um “vivo apelo a favor da educação religiosa” nas escolas públicas e pediu ainda pela presença de símbolos religiosos em locais públicos. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é citado como um exemplo de monumento que contribuiu para o “enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade”.

O aborto ganhou espaço na mídia e na boca dos candidatos a presidente Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no final do primeiro turno, impulsionados pela movimentação de igrejas evangélicas e segmentos católicos que pregavam voto anti-Dilma Rousseff (PT) e pró-vida –a petista já defendeu a prática.

Após a polêmica, Dilma se comprometeu a distribuir uma carta em templos e igrejas, repetindo declarações feitas ao longo da campanha, como ser “pessoalmente contra o aborto”, não encaminhar nenhuma legislação referente ao tema ao Congresso e defender a “manutenção da legislação atual sobre o assunto”, que só permite a prática em casos de estupro e risco de morte para a mãe.

Leia a íntegra do discurso de Bento 16:

“Amados Irmãos no Episcopado,

Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático –que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana– é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sóciopolítico de um modo unitário e coerente, é necessária –como vos disse em Aparecida– uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja” (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.”

em São Paulo Pão de Açúcar seleciona para 300 vagas

Grupo Pão de Açúcar seleciona para 300 vagas em São Paulo

São necessários experiência comprovada e ensino médio completo.
É desejável que os candidatos residam próximo à região.

Do G1, em São Paulo

Pão de AçúcarUnidade do Pão de Açúcar (Foto: Divulgação)

O Grupo Pão de Açúcar está com 300 vagas abertas para atuação em sua operação logística.

Os interessados poderão comparecer até o dia 10 de novembro, somente às segundas, terças e quartas-feiras, às 7h30, na Rodovia Raposo Tavares, no km 20, próximo ao Rodoanel e à Vila Olímpica Mario Covas, munidos de carteira profissional, CPF, RG, comprovante de escolaridade e currículo.

Confira lista de concursos e oportunidades

É desejável que os candidatos residam próximo à região. Entre os benefícios para os novos colaboradores, estão convênio médico e odontológico além de seguro de vida.

Veja os requistos das vagas:
150 vagas de conferentes – É necessário experiência comprovada, ter mais de 18 anos e ensino médio completo.

150 vagas de operador de empilhadeira – É necessário experiência comprovada em carteira, ter mais de 18 anos, curso de operador de empilhadeira, CNH atualizada (categoria de veículos automotores) e ensino médio completo.

Fonte: Site G1.globo.com – Empregos

Morre aos 60 anos o ex-presidente da Argentina Nestor Kirchner

Ariel Palácios – correspondente de O Estado de S. Paulo

BUENOS AIRES – O ex-presidente da Argentina   Nestor Kirchner, de 60 anos, morreu nesta quarta-feira, 27, em El Calafate, na Patagônia argentina.

Leo Lavalle/Efe - 14/05/2010
Leo Lavalle/Efe – 14/05/2010
Nestor Kirchner tinha 60 anos de idade

Veja também:

documento Perfil: De líder estudantil a presidente
mais imagens Galeria de fotos: Nestor Kirchner (1950-2010)

Kirchner, que sofria de problemas cardíacos, teve uma parada cardiorespiratória nesta madrugada. Ele foi levado a um hospital na cidade turística de El Calafate, na província de Santa Cruz, mas não resistiu. Hoje é feriado do censo no país, quando os argentinos devem ficar em casa para responder as perguntas dos recenseadores.

Kirchner era cotado para suceder sua mulher, a presidente Cristina Kirchner, como candidato do governo nas eleições do ano que vem. Ele também exercia o cargo secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e de deputado federal pelo Partido Justicialista (peronista).

O ex-presidente, que governou a Argentina de 2003 a 2007, já havia sido internado por problemas de saúde três vezes este ano. Na última, em setembro, foi submetido a uma angioplastia.

Segundo o jornal Clarín, o governo ainda estuda se realiza o velório no Congresso Nacional, em Buenos Aires, ou em Río Gallegos, terra natal do ex-presidente.

Carreira política

Kirchner ganhou projeção nacional ao se tornar governador da província de Santa Cruz, por dois mandatos na década de 90.

Após a renúncia do presidente Fernando de La Rua (1999-2001), devido a uma grave crise econômica, a presidência do país foi assumida por Eduardo Duhalde, responsával por completar o mandato até 2003.

Nas eleições de abril daquele ano, Kirchner saiu como candidato da Frente para a Vitória e ficou em segundo lugar, atrás do ex-presidente Carlos Menem. Antes do segundo turno, Menem desistiu da candidatura e Kirchner foi declarado vencedor.

Durante seu governo, Kirchner conseguiu tirar a Argentina da recessão e antecipar o pagamento de empréstimos ao FBI, bem como aumentar os salários e pensões e diminuir a pobreza. O mandato de Kirchner também foi conhecido pela reabertura de julgamentos da ditadura argentina (1976-1983).

Em 2007, lançou sua esposa, a então senadora Cristina Kirchner como candidata a sua sucessão, que também foi eleita.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo – Estadão