07.11.09

Prefeitura de Osasco busca origem de gripe de menina morta

Enviado em Uncategorized tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , às 8:22 pm por jrholanda

A prefeitura de Osasco (SP) divulgou nota neste sábado na qual afirma que procura pessoas relacionadas à menina de 11 anos que morreu com o vírus da gripe suína num hospital particular do município.

“Estamos trabalhando na investigação sobre a forma como a vítima fatal e seus familiares contraíram a doença, fazendo uma busca ativa na escola e outros locais frequentados por eles”, afirma a nota, ressaltando que ainda não há casos confirmados de gripe suína no bairro e na escola onde a menina estudava.

A prefeitura diz ainda que esse é um “caso isolado” e que não há “motivo de alarde no município”. A criança apresentou sintomas como febre, vômito e dor abdominal, no dia 28 de junho. No dia 29, ela apresentou febre de 39 graus, tosse e dores no corpo.

No dia seguinte, foi levada pelos pais ao hospital, onde chegou com sinas de choque séptico, caracterizado pela redução do fluxo sanguíneo, causada pela liberação de toxinas de bactérias.

Ela foi, então, internada da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, onde teve uma parada cardiorespiratória e morreu. De acordo com o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas, a gripe colaborou para o agravamento do quadro da criança, que estava com uma infecção provocada por uma bactéria do tipo pneumococos. O diagnóstico só foi confirmado depois da morte da menina, quando pessoas da família dela começaram a apresentar os sintomas da gripe suína.

Fonte: Redação Terra  www.terra.com.br

 

OSASCO-SP TEM 1º MORTE POR GRIPE SUÍNA DO ESTADO

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SP tem 1ª morte por gripe suína; forma de contágio é investigada

Governo não sabe como menina contraiu o vírus A(H1N1), já que ela não teria tido contato com viajante ou doente.

O Estado de São Paulo informou ontem o primeiro óbito de paciente infectado por gripe suína, de uma menina de 11 anos que faleceu em Osasco (Grande São Paulo) no último dia 30 de junho. O registro eleva para dois o total de mortes no País – um caminhoneiro já havia morrido no Rio Grande do Sul. A criança e outras quatro pessoas próximas também contaminadas, mas que passam bem, são os primeiros casos no Brasil que não apresentaram até o momento vínculo com pessoas que contraíram o vírus A(H1N1) no exterior, o que se confirmado indicará que o agente causador da gripe suína já está circulando em cidades brasileiras.

“Ainda não sabemos onde essa criança se contaminou, estamos investigando”, disse o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata. A pasta e o Ministério da Saúde destacaram, no entanto, que ainda mantêm a informação de que não há circulação livre do vírus nas cidades brasileiras, a chamada transmissão sustentada.

O governo federal enfatizou que, apesar dos dois óbitos, “a maioria absoluta das pessoas infectadas pela nova gripe manifesta sintomas leves, parecidos com os da gripe comum, e se recupera rapidamente”. De acordo com a pasta, a letalidade no Brasil, de 0,19%, é bem inferior à média mundial de 0,45%.

Outros dois pacientes em estado grave estão internados em São Paulo. Também a secretaria de Minas Gerais confirmou um caso grave hospitalizado – as demais não têm informado esse detalhamento, disse ontem o ministério.

Além da origem da contaminação da menina, do seu irmão de 7 anos, do pai, da mãe e de uma outra criança próxima da família, as autoridades tentam compreender a evolução grave da paciente, que em menos de cinco horas morreu por septicemia (infecção generalizada), causada pela bactéria pneumococo. A principal hipótese é de que a gripe tenha afetado o sistema imunológico da criança facilitando a proliferação da bactéria. A pasta ainda investiga se a menina teve pneumonia.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, a criança não apresentou inicialmente os sintomas clássicos da nova gripe, mas apenas dores abdominais, vômitos e febre baixa. Os sintomas mais comuns da nova doença são febre súbita acima de 37,5°C, tosse ou dor de garganta, podendo ou não estar acompanhada de dores no corpo ou dificuldades para respirar.

No entanto, na data da morte, quando deu entrada na emergência do hospital privado Sino-Brasileiro, em Osasco, a criança tinha febre de 39°C, tosse, dor no corpo e vômito.

Barradas disse que a paciente esteve no local também um dia antes da morte, informação que foi negada pela unidade de saúde. O secretário, porém, eximiu o serviço de responsabilidades pela morte, apontando que seus médicos não teriam desconfiado de gripe suína por causa da ausência do quadro clássico e de vínculo com o exterior ou outros casos confirmados.

O secretário disse que o quadro da menina é raro e não deve gerar pânico. “É uma exceção excepcionalíssima. Os pais (de outras crianças) não devem ficar preocupados”, disse Barradas, que afirma não ver necessidade de mudanças nas ações contra a doença.

A vigilância epidemiológica paulista soube do caso da menina porque seu irmão foi levado, após a morte da criança, ao Hospital Emílio Ribas, com sintomas clássicos de gripe. Durante a consulta, os profissionais souberam da morte da irmã. Assim, o Estado decidiu investigar o óbito e exames de sangue coletados após a morte da garota pelo Instituto Adolfo Lutz comprovaram a nova gripe.

Barradas chegou a relacionar a evolução rápida e grave do caso com o fato de a menina ter sofrido, aos 3 anos, de uma hantavirose, doença causada por um vírus transmitido por roedores – o que, disse, poderia ter afetado seu sistema imunológico.

No entanto, em seguida, afirmou não ter base científica para a explicação e que se tratava de hipótese.

Fonte: Fabiane Leite estadão www.estadao.com.br