Obama pede responsabilidade para tirar país da crise Janeiro 20, 2009
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colaboração para a Folha Online


Obama entra pela primeira vez como Presidente na Casa Branca ao lado da filha Sasha.
O presidente recém-empossado dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira responsabilidade com o dinheiro público e eficácia no governo, durante o discurso dirigido à nação, no Capitólio, em Washington. Obama afirmou que “não importa se o nosso governo é grande ou pequeno, mas sim se ele funciona”.
| Jim Young/Reuters |
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| Após a cerimônia de posse, Obama e a mulher, Michelle, caminharam na avenida Pensilvânia durante a parada oficial |
“O que os cínicos não conseguem entender é que o terrenos sob eles mudou –que os argumentos políticos envelhecidos que nos consumiram por tanto tempo não mais se aplicam [...]. Aqueles de nós que lidam com o dinheiro público serão responsabilizados”, disse Obama que afirmou que somente dessa maneira a confiança vital entre um povo e seu governo poderá ser restabelecida.
Obama se tornou o 44º presidente em meio a maior crise financeira dos EUA desde a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. Durante o discurso de 20 minutos dirigido à nação, Obama reconheceu que a economia está gravemente enfraquecida e culpou a “ganância e a irresponsabilidade de alguns, mas também o fracasso coletivo em fazer escolas difíceis e em preparar o país para uma nova era”.
A exemplo dos discursos dos últimos dias, onde anunciou o lançamento de um plano de US$ 825 bilhões para retomar a economia, o democrata voltou a prometer que investigará na criação de empregos, mas também na retomada de setores, como energia e infraestrutura.
“Vamos construir estradas e pontes, redes elétricas e linhas digitais que alimentem nosso comércio e nos una. Vamos restaurar a ciência a seu lugar de direito, e utilizar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seu custo”, disse o presidente.
O democrata voltou a defender a utilização de energia alternativa e os investimentos no setor de tecnologia. Obama sinalizou um possível investimento em países de terceiro mundo ao afirmar que “a economia americana não depende apenas do tamanho do nosso PIB (Produto Interno Bruto), mas do alcance da nossa prosperidade”.
Obama entra na história aclamado por uma multidão Janeiro 20, 2009
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Washington, 20 jan (EFE).- “Juro solenemente defender a Constituição…”: com estas palavras, Barack Obama entrou para a História como o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, deixando o Capitólio e toda a cidade de Washington em um grande êxtase.
Mais de um milhão de pessoas começaram a se concentrar desde a madrugada em torno ao Capitólio, e ao longo do Mall – o longo parque que liga a sede do Congresso com o Monumento a Lincoln através do centro de Washington – para assistir à cerimônia de posse mais esperada das últimas décadas.
Todos os convidados esperados estavam no local: a Corte Suprema, os membros da Câmara e os senadores, o Governo que estava saindo e todos que o comporão a partir de agora, além dos chefes do Estado-Maior.
Uma constelação de famosos também participou da cerimônia de posse. A cantora Beyoncé, o rapper Kanye West, e o músico Jay-Z vestido a rigor, que afirmava à imprensa que nunca tinha pensado em estar ali. “É uma sensação incrível, um dia precioso para os Estados Unidos”, disse.
Também estavam muitos dos que, em condições normais, também não contariam. Ezra Mills, um ex-soldado de 79 anos de raça negra, lembrava com lágrimas nos olhos sua infância de segregação no Alabama.
Todos eles desafiaram as gélidas temperaturas reinantes hoje na capital americana, onde a sensação térmica era de nove graus Celsius abaixo de zero, para participar de um fato histórico que muitos deles admitiam que não achavam que chegariam a ver na vida.
A chegada do ex-presidente Bill Clinton e sua esposa, Hillary, foi amparada por uma enorme ovação. Aplausos corteses receberam George Bush pai. O presidente em fim de mandato, George W. Bush, foi amparado nas arquibancadas com um eloquente silêncio e com fortes vaias entre as massas no Mall.
O entusiasmo transbordou com a chegada de Obama, ao qual tinham precedido suas filhas Malia e Sasha e sua esposa, Michelle.
Com o Capitólio coberto de bandeiras e completamente enfeitado, a senadora Dianne Feinstein, como presidente do Comitê de Posse do Congresso, inaugurou a cerimônia ao dar as boas-vindas à posse do presidente número 44 dos Estados Unidos.
O pastor Rick Warren, cuja escolha foi rodeada de polêmica devido a sua oposição ao casamento homossexual, pronunciou uma oração na qual assegurou que hoje Martin Luther King – o grande defensor dos direitos civis – está gritando de alegria no Céu.
A estrela do “soul” Aretha Franklin interpretou a canção “My Country, This is of Thee” e os virtuosos Yo-Yo Ma, ao violoncelo, a venezuelana Gabriela Montero ao piano e Yitzak Perlman ao violino interpretaram uma peça do músico John Williams composta especialmente para a ocasião.
O vice-presidente, Joe Biden, jurou perante o juiz do Supremo John Paul Stevens, com voz firme e enquanto sua esposa, Jill, segurava a Bíblia para ele.
Era a vez de Obama. “Preparado, senador?”, perguntou o presidente do Tribunal Supremo, John Roberts, que tomou seu juramento sobre a Bíblia na qual o presidente que aboliu a escravidão, Abraham Lincoln, também jurou respeitar a Constituição.
O novo presidente pareceu gaguejar ao começar a pronunciar o juramento, o que motivou seu sorriso e o do presidente do Supremo.
Uma salva de canhão e o delírio do público seguiram à frase “Parabéns, ao senhor presidente”, com a qual Roberts cumprimentou o novo chefe de Estado.
“Obama! Obama! Obama!”, aclamaram as cerca de dois milhões de pessoas espalhadas ao longo do Mall.
O recém empossado presidente, sério, lembrou em seu discurso de posse os problemas que o país enfrenta neste momento: duas guerras abertas e uma grave crise econômica. “Mas superaremos esses desafios”, prometeu.
“Chegou o fim da era das queixas mesquinhas, das falsas promessas na política dos EUA. Vai começar, uma nova era de responsabilidade, falou entre aplausos.
Um poema da autora Elizabeth Andrews e uma oração do reverendo Joseph Lowry, um veterano da luta pelos direitos civis, encerraram a cerimônia, transformada então em um contínuo aplauso.
A ovação maior, no entanto, não foi para Obama. A mais ruidosa aconteceu quando decolou do Capitólio o helicóptero que levou o já ex-presidente George W. Bush.
O senador por Massachusetts Edward Kennedy, que tem um tumor no cérebro, desmaiou durante o almoço após a posse de Obama no Capitólio e teve que ser retirado de maca do prédio, informou a “CNN”.
Além disso, o senador por Virgínia Ocidental Robert Byrd, que tem idade avançada e sofre de mal de Parkinson, também precisou de atendimento médico e foi retirado do Capitólio.
Após o almoço, começou o desfile em comemoração à posse do novo presidente, que saiu das escadarias do Cápitólio.
Após assistir ao desfile das tropas de honra, Obama e sua mulher, Michelle, entraram no automóvel presidencial e iniciaram o percurso pela Avenida Pensilvânia até a Casa Branca. EFE
O 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, de 47 anos, tomou posse no início da tarde desta terça-feira (20), em Washington DC, em meio a uma multidão de pessoas que viajaram à capital do país para acompanhar o momento histórico.
É a primeira vez que um negro assume o cargo mais importante do Executivo norte-americano.
Ele vai passar a governar sob expectativa e cobrança globais, em meio a uma forte crise financeira e após dois questionáveis mandatos de seu predecessor, o republicano George W. Bush.
Veja a íntegra do discurso de posse de Obama
Acompanhe a cerimônia de posse ao vivo no blog
Alckmin é o novo secretário de Estado do Desenvolvimento de SP Janeiro 20, 2009
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Nomeação de Alckmin no Governo: Força contra PT em 2010.
O Governador Serra surpreendeu o mundo político com a nomeação do ex-Governador Geraldo Alckmin para ocupar a Secretaria de Desenvolvimento do Estado.
A nomeação tem uma mensagem muito clara para o Tucanato: União Pró-Serra Presidente.
Para chegar ao Planalto com Serra a tucanada terá que superar divergencias surgidas na campanha para Prefeitura (em que tucanos dividiram-se entre Kassab e Alckmin) e se concentrar no Projeto do Governador.
Nos bastidores muito se especula quanto a entrada de Alckmin no Governo mas a maioria avalia como um gesto de apoio ao Projeto e planos de Serra e seus articuladores.
Leia íntegra!


